Por Ricardo Antunes – A indefinição do dia de hoje na base de Raquel Lyra (de PSD) reside na figura do deputado federal Mendonça Filho (PL). A costura final da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), que excluiu o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), fez surgir um rumor para que o deputado entre na disputa.
A “vingança” do grupo de Miguel por ter sido alijado do processo seria apoiar Mendonça ao invés do escolhido Eduardo da Fonte (PP). Porém, o tiro poderia sair pela culatra.
Com risco de não se reeleger federal por falta de votos, Mendonça avalia concorrer a um cargo mais alto, igualmente sem garantias de lograr êxito. As chances de ir para a planície (ficar sem mandato) são praticamente as mesmas, independente do que dispute.
A ideia de Miguel, movido pelo ódio, é que a candidatura de Mendonça tiraria votos de Eduardo. No entanto, como o eleitor escolherá dois senadores, teria coesão pensar que a centro direita estaria representada pelos dois(Mendonça e Eduardo), e não com Túlio Gadelha (PSD), o outro escolhido de Raquel, que tem perfil mais à esquerda. Ou seja, o segundo voto natural de Mendonça iria mais para Eduardo do que para Túlio, o que quebraria a lógica do pensamento raivoso de Miguel.
O que não fecharia a conta para Mendonça é que ele não quer repetir 2018, quando foi terceiro na disputa do Senado e amargou quatro anos sem mandato. Ainda somou mais uma derrota ao currículo, novamente sendo terceiro lugar e perdendo a Prefeitura do Recife para João Campos (PSB), adversário de Raquel pelo comando do Palácio do Campo das Princesas.








