Por Vinícius Sales — O deputado federal Lula da Fonte (PP) negou nesta quarta-feira (5) que exista um impasse na Federação União Progressista sobre a coligação com a governadora Raquel Lyra (PSD). Durante a convenção estadual da federação, realizada na sede do Progressistas, no bairro do Pina, no Recife, o parlamentar afirmou que as negociações entre Progressistas e União Brasil fazem parte do cronograma previsto para o evento e que a expectativa é concluir o processo de forma consensual até o encerramento da convenção.
A declaração ocorre em meio à divergência entre os dois partidos que compõem a federação. Enquanto o Progressistas defende a manutenção da aliança com Raquel Lyra, o União Brasil resiste à coligação com a governadora. A tentativa de construir um acordo levou o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, a viajar ao Recife para participar das negociações, que devem prosseguir durante a tarde antes da homologação das candidaturas.
Apesar do cenário de divergência, Lula da Fonte afirmou que não vê crise na federação. “A reunião foi num espírito de consenso, de a gente acomodar todo mundo e fazer uma construção política no sentido de que todas as partes se sintam vencedoras”, declarou. Segundo ele, a convenção foi convocada para ocorrer entre 11h e 17h e, por isso, as conversas ao longo do dia já estavam previstas.
O deputado também destacou que a maioria da executiva estadual apoia a reeleição de Raquel Lyra e a candidatura de Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. Segundo Lula da Fonte, o objetivo é construir uma solução que preserve a unidade da federação e contemple tanto o Progressistas quanto o União Brasil. “Não adianta uma construção ser boa para o Partido Progressistas e ruim para a União Brasil, porque afinal a gente está falando de uma federação partidária”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a posição do União Brasil, que defende a não coligação com o PSD, Lula da Fonte voltou a rejeitar a existência de um impasse. Ele argumentou que a direção estadual da federação, presidida por Eduardo da Fonte, foi homologada pela executiva nacional e afirmou que todo o processo está sendo conduzido de acordo com o estatuto partidário. “Essa narrativa de dizer que existe um impasse é uma narrativa, na minha visão, equivocada”, declarou.
Por fim, Lula da Fonte reconheceu que tanto Miguel Coelho (União Brasil) quanto Eduardo da Fonte tinham pré-candidaturas legítimas ao Senado, mas afirmou que essa disputa já foi superada. Segundo ele, a prioridade da federação agora é encerrar a convenção com uma solução que deixe todos os integrantes “absolutamente confortáveis” e mantenha a unidade do grupo para a eleição.










