Por Ricardo Antunes – A ausência do vice-presidente estadual da Federação União Progressista, Miguel Coelho, e sua proposta do grupo não coligar com a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) pegou a todos os presentes de surpresa. Defenestrado de sua candidatura pela governadora, que deu preferência a Eduardo da Fonte (PP), indicado pela mesma federação, o ex-prefeito de Petrolina tem agido de forma radical.
A proposta de não coligar foi encarada como mais uma vingança de um inconformado Miguel. Evidentemente rejeitada, a ideia traria prejuízos à governadora, que ficaria sem o tempo de propaganda eleitoral para rádio e televisão. Um candidato a deputado estadual da federação, que pediu reserva, definiu a nova jogada dele dessa forma: “Está claro que ele tem traços de psicopatia”.
Desde que foi limado da disputa para o Senado, no último sábado (1º), Miguel vem emitindo sinais dúbios. Publicou um vídeo comunicando a decisão e garantindo que apoiaria a governadora, mas também divulgou nota em nome do União Brasil, sigla a qual preside no estado, pregando o afastamento de Raquel. Ontem, ele anunciou apoio a Mendonça Filho (PL) como candidato ao Senado, mesmo com sua federação apoiando as postulações de Eduardo da Fonte e Túlio Gadelha (PSD) para o mesmo posto. Na mesma ocasião, Miguel reiterou o apoio à governadora, mas não falou quem será seu segundo voto para o Senado.










