Da Folha de Pernambuco – A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Faculdade de Direito do Recife (FDR) celebram, nesta terça (11), 199 anos de história. A programação comemorativa, iniciada na última quarta-feira (5), reúne apresentações culturais, aulas magnas, celebrações religiosas e uma solenidade em homenagem ao ministro Jorge Messias, advogado-geral da União e ex-aluno do curso de Direito da Universidade.
A cerimônia será realizada às 18h30 da terça-feira, no Salão Nobre da Faculdade de Direito do Recife, no Centro do Recife. O evento será presidido pelo reitor da UFPE, Alfredo Gomes, e pelo vice-reitor, Moacyr Araújo. Na ocasião, Jorge Messias receberá a Medalha do Mérito da FDR.
Atualmente, a UFPE reúne cerca de 50 mil pessoas entre estudantes de graduação e pós-graduação, professores e servidores técnico-administrativos. A instituição possui quatro campi, localizados no Recife; em Caruaru, no Agreste; em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata; e em Sertânia, no Sertão.
A instituição também mantém 27 polos de apoio presencial para cursos de graduação e pós-graduação na modalidade de Educação a Distância (EAD), incluindo um polo no Arquipélago de Fernando de Noronha.
Graduação e interiorização
Mais de 30 mil estudantes estão matriculados nos cursos de graduação oferecidos nos quatro campi e, anualmente, mais de 7,8 mil novos alunos ingressam, por meio do Sisu e de processos seletivos próprios, em 114 cursos presenciais. Outros 1,8 mil estudantes ingressam nos oito cursos a distância ou semipresenciais.
Neste semestre (2026.2), que inicia nesta segunda-feira (10), a UFPE o curso de Medicina Veterinária no Centro Acadêmico do Sertão (CAS), em Sertânia.
Já no Centro Acadêmico do Agreste (CAA), estudantes que concluíram o primeiro ciclo do Bacharelado Interdisciplinar em Ciência e Tecnologia ingressam no segundo ciclo, nos cursos de Ciência de Materiais e Matemática Aplicada.
A interiorização da universidade começou a ser autorizada em 2005, com a criação dos Centros Acadêmicos do Agreste e da Vitória. Os primeiros cursos começaram a funcionar em 2006. Em 2025, a UFPE ampliou sua presença no interior com a instalação do Centro Acadêmico do Sertão, em Sertânia.
Pós-graduação e pesquisa
Na pós-graduação stricto sensu, a UFPE alcançou, em 2025, 94 Programas de Pós-Graduação (PPGs), que oferecem 156 cursos de mestrado e doutorado, além de 37 cursos de especialização.
Seis programas receberam conceito 7 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao quadriênio 2021-2024. São eles: Biologia Animal, Ciências Biológicas, Serviço Social, Ciências da Computação, Engenharia de Produção e Física.
Outros oito programas obtiveram conceito 6: Inovação Terapêutica, Engenharia Química, Química, Tecnologias Energéticas e Nucleares, Letras, Economia, Renorbio e Engenharia Civil.
A instituição federal também coordena 64 programas de residência, sendo 52 de Residência Médica e 12 em Área Profissional da Saúde. Assim, as iniciativas contribuem para a formação de especialistas que atuam no Sistema Único de Saúde (Sus).
Na área de tecnologia, o Centro de Informática da UFPE mantém nove programas de Residência Tecnológica desenvolvidos em parceria com empresas do setor.
Inovação e diversidade
A UFPE conta ainda com o Parque Tecnológico e Científico (Parque.TeC UFPE), ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesqi). O espaço funciona no Edifício Celso Furtado, antiga sede da Sudene, no Recife, e reúne iniciativas voltadas ao desenvolvimento de soluções e novos negócios.
Em 2025, o Parque.TeC atendeu 23 startups incubadas, 11 projetos pré-incubados e oito startups associadas. Nesse contexto celebrativo, marcando os 199 anos, a UFPE adotou o tema “Excelência na Diversidade”.
A proposta destaca a diversidade como parte da trajetória da instituição e relaciona o conceito à atuação da universidade nas áreas de ensino, pesquisa, extensão e inovação.
De acordo com a instituição, a escolha do tema também dialoga com o pensamento do educador Paulo Freire e com a ideia de que a busca pela excelência acadêmica deve estar associada à valorização da diversidade.
O selo comemorativo utiliza elementos e cores que remetem à diversidade brasileira e busca renovar a identidade visual das celebrações sem deixar de destacar a qualidade da produção acadêmica e científica da Universidade.
História
A história da FDR começou em 11 de agosto de 1827, quando o imperador Pedro I sancionou a lei que criou os primeiros cursos superiores de Ciências Jurídicas e Sociais do país, em Olinda e São Paulo.
Em Pernambuco, no município de Olinda, o curso funcionou inicialmente no Mosteiro de São Bento até 1854, quando foi transferido para o Recife.
A instituição passou a ser conhecida como Faculdade de Direito do Recife e, posteriormente, integrou o conjunto de escolas que formaram a Universidade do Recife (UR), criada em 1946.
Além da FDR, fizeram parte da formação da UR a Escola de Engenharia de Pernambuco, a Escola de Farmácia, a Escola de Odontologia, a Faculdade de Medicina do Recife, a Escola de Belas Artes de Pernambuco e a Faculdade de Filosofia do Recife.
Em 1967, a Universidade do Recife foi integrada ao sistema federal de educação e passou a se chamar Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vinculada ao Ministério da Educação.









