Da Redação – Um dos maiores jornalistas do Nordeste, Homero Fonseca faleceu, hoje (22), aos 77 anos. Ele atuou como repórter do Jornal do Brasil e Estado de São Paulo, além de passar por grandes redações do estado como Folha de Pernambuco, Diário de Pernambuco e Revista Continente. Na década de 80, foi secretário do prefeito do Recife, Jarbas Vasconcelos.
Intelectual respeitado e de muitos amigos, Homero também era escritor. Seu último livro publicado em vida foi a obra “Jornais em Guerra – A Imprensa na Confederação do Equador (1823-1825)”, que narra o confronto de ideias entre os jornais que apoiavam a Confederação do Equador, publicados no Recife, e os periódicos monarquistas do Rio de Janeiro.

“Homero grande jornalista. Meu amigo, e tricolor, como nós”, disse o também craque e jornalista Paulo Moraes ao lembrar que ele era torcedor do Santa Cruz.
Terezinha Nunes também fez sua homenagem ao amigo:
“Homero foi um dos melhores jornalistas pernambucanos de sua geração e um escritor de mão cheia. Um exemplo de competência, responsabilidade e espírito público”, completou Terezinha Nunes.
“Homero deixa um legado de caráter, competência e dignidade. Foi um dos mais respeitáveis jornalistas que conheci, fiel à essência e às agruras da profissão. Íntegro e consciencioso, tratava a palavra com cuidado e responsabilidade.”, completou Aldira Alves, que também trabalhou com ele.
O colunista do JC, Fernando Castillo destacou em sua coluna:
“Homero era refinado. Tinha técnica de apuração sofisticada, disciplinada e exigente com o que entregava. Tão preciso que não demorou para ser chamado para produzir relatórios de empresas pernambucanas quando elas decidiram publicar algo mais que simples balanço”, disse o colunista Fernando Castillo.
O jornalista faleceu decorrente de um câncer no pâncreas. O velório será realizado nesse domingo, 23, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na sala 4, das 12h às 18h. Nossos sentimentos a toda família.












