Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Pernambuco

“Eu enfrentei a campanha mais violenta da história de Pernambuco. Eles trabalharam a mentira como método”, diz Raquel

Por Paula Cordeiro
06/10/2026 - 17:06
Declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo

Declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo

WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Do Globo – Reeleita no primeiro turno com 53% dos votos, a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD), não definiu se irá declarar apoio a um dos nomes da disputa presidencial, mas diz já ter sido procurada tanto por interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto de Flávio Bolsonaro (PL). Lyra, no entanto, tem indicado que se manterá neutra na disputa, embora faça agradecimentos à gestão petista por investimentos no seu estado.

Em entrevista ao GLOBO, ela critica o fato de a corrida pelo Palácio do Planalto ter se transformado em uma discussão sobre qual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sofrerá impeachment.

— A gente não pode entrar em um ambiente em que a disputa eleitoral é sobre quem será o ministro do STF a sofrer impeachment — afirmou ela.

Ela defende, contudo, que haja julgamentos sobre escândalos e um debate sobre reforma no Judiciário, citando a possibilidade de se estabelecer mandatos para ministros, mas não no “calor das eleições.”

Após derrotar João Campos nas urnas, afirma que foi vítima de uma campanha violenta e de desconstrução de biografia. Sobre a crise no Judiciário, afirma que defende investigação e instituições fortes, mas é contra o uso eleitoral da pauta de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A senhora foi procurada por aliados do presidente Lula com um pedido de apoio no segundo turno?

Recebi ligações de pessoas ligadas ao presidente, de ministros que sei que têm carinho por mim. Recebi agradecimentos pela eleição e falas de que estamos juntos, que estão prontos para nos ajudar (aqui em Pernambuco). Rui Costa, Humberto Costa e Marília Arraes me ligaram. Eles colocaram na pauta que queriam ter um momento comigo para poder conversar sobre a associação presidencial e o desejo de trabalharmos juntos, mas ainda não nos sentamos para conversar sobre isso.

Os agradecimentos da senhora ao Lula ao longo do mandato configuram um apoio indireto?

Não, é um reconhecimento de um trabalho de parceria. O Lula é um presidente pernambucano. Ele começou obras e investimentos importantes aqui no passado, que não haviam sido concluídos, e agora estamos tendo a chance de retomar. A gente precisa conseguir firmar uma união pelo país para que tenha um legado desse governo, e os nossos filhos possam viver em um país que tenha mais estabilidade e segurança jurídica.

Também foi procurada pela campanha do Flávio Bolsonaro?

Aliados dele me ligaram e para a minha equipe.

E a senhora já definiu quem vai apoiar?

Agora, eu preciso continuar governando Pernambuco. Nosso estado tem muita pressa. Vou me manter ao lado do povo pernambucano. Isso é dizer que os interesses do meu povo estão acima dessa discussão que está acontecendo agora no Brasil.

Ao longo da campanha, adversários tentaram colar a imagem da senhora ao bolsonarismo. Como vê esse movimento?

Eu enfrentei a campanha mais violenta da história de Pernambuco. Houve uma campanha de desconstrução de biografia, de trabalhar mentira como método. Isso está judicializado. De um lado, colavam cartazes inventando fotos minhas com determinado candidato a presidente. De outro, colocam cartazes dizendo que matei meu marido para ganhar a eleição. Num outro momento, gravam vídeo dizendo que fui eu quem inventei o cartaz para sensibilizar a população e tentar ganhar voto. Houve uma rede de milhares de robôs compartilhando fake news. Isso é método de uma política que não quer ver a discussão feita dentro das quatro linhas do jogo democrático.

Uma das bandeiras atuais do bolsonarismo é o impeachment de ministros do Supremo. Qual a sua posição quanto a isso?

Existem previsões de impeachment e é preciso seguir o devido processo legal. Quem, eventualmente, tiver responsabilidade, deve responder como qualquer outro brasileiro. O que não podemos aceitar é que haja escândalos e não ocorra julgamento disso. Pode se discutir reforma do Judiciário, se precisa de mandato para os ministros, se precisamos de uma idade mínima. Mas não no calor da eleição. A gente não pode entrar em um ambiente em que a disputa eleitoral é sobre quem será o ministro do STF a sofrer impeachment. Essa é a minha preocupação.

Um dos pontos tensos da campanha foi um vídeo da senhora na qual sugere a realização de uma laqueadura sem o consentimento da mulher. A senhora avalia que a divulgação dessas imagens colocou sua reeleição em risco?

Essa foi uma frase absolutamente descontextualizada, seguida de um trecho inaudível de uma pessoa que falou algo para mim, que eu não consegui entender o que era. Faz um ano e meio que esse vídeo foi gravado. Quem colocou ele no ar não estava preocupado com a mulher. Se estivesse, tinha divulgado o vídeo na hora e me questionado sobre o tema. A pessoa com quem eu conversava não era médica. Era uma assistente social de uma mulher que tinha fome e que tinha ganhado três quilos em um mês devido à cozinha comunitária que inauguramos. A conversa era sobre isso. Eu disse que a gente fazia mutirão sobre laqueadura. Foi uma fala absolutamente descontextualizada, que não representa quem eu sou ou quem eu faço. Nesses tempos de cancelamento, não me deram a oportunidade de nada.

Existe uma investigação na Justiça Eleitoral em que o ex-prefeito João Campos, seu adverário nas eleições, acusa a senhora de usar uma “milícia digital” durante a campanha. A senhora utilizou desse artifício?

Eu tenho muita tranquilidade de dizer que eu não lidero o gabinete do ódio, não tenho isso como método. Meu método é o diálogo direto com o povo, olho no olho, conversando sobre o que fiz e sobre o que vamos fazer. E o povo acredita em mim, a despeito de todo esse processo de busca de desconstrução de biografia de fake news. A Justiça vai dizer quem está falando a verdade. A Justiça e a polícia. Os elementos estão lá.

Embora ainda tenha dado mais votos a Lula, o presidente perdeu votos no Nordeste. Ao que atribui o avanço da direita na região?

A gente precisa ter uma pacificação do país, uma união em torno da nossa bandeira e do nosso povo. Do mesmo jeito que em Pernambuco, nossa bandeira não tem dono, o Brasil também não tem dono da bandeira. O dono da bandeira é o seu povo. A gente precisa saber como nossa economia vai crescer. Qual é o projeto de estruturação do Brasil para que a gente diminua a desigualdade? Que a gente cresça de maneira justa e sustentável para que isso seja pactuado e não seja ao solavanco.

Mas por que direita tem ampliado votação no Nordeste?

O que eu tenho ouvido das pessoas é uma angústia grande, seja nas ruas, seja nas pesquisas qualitativas, e como sua vida pode melhorar. Quem é capaz de fazer isso? E aí é sobre proposta e sobre negação. Tem muita (gente) em negação que diz assim: “Eu não quero esse estado das coisas. Eu estou endividado”. A gente precisa ter esperança, a gente precisa olhar para frente e falar de união, não de separação.

A senhora é considerada uma renovação política no estado, num momento em que o campo progressista vai discutir a sucessão de Lula. A senhora pretende assumir um papel de protagonismo nacional?

É um desserviço se colocar nesse posto de presidente da República, já discutir a sucessão dele. O próximo governo precisa ser governo de pacificação do país e transição da polarização do país, para algo que discuta interesse maior. Fale menos sobre interesse de cor partidária e mais sobre interesses da vida do povo. Eu quero ser a melhor governadora que Pernambuco puder ter nesse tempo, é isso que meu povo espera de mim e para isso que fui eleita.

Tags: destaque
EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Paula Cordeiro

Paula Cordeiro

Jornalista

Matérias Relacionadas

Incêndio não deixou feridos

Incêndio atinge prédio da UFPE na noite desta quarta

Da Redação - Um incêndio atingiu, na noite desta quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no bairro...

Alcides Cardoso já foi vereador do Recife

Alcides Cardoso está de volta à Câmara de Recife e reforça bloco de oposição em 2027

Da Assessoria - O vereador Alcides Cardoso (PL) está de volta à Câmara Municipal do Recife em 2027. Ex-líder da oposição na Casa de José Mariano, o parlamentar...

Juliana Chaparral (União Brasil) e Miguel Coelho (União Brasil)

Raquel vai chamar Juliana Chaparral para Miguel Coelho assumir a Câmara dos Deputados

Por Ricardo Antunes - A governadora Raquel Lyra (PSD) deve chamar a deputada federal eleita Juliana de Chaparral (União Brasil) para seu futuro secretariado. A articulação abre espaço...

O deputado federal Mendonça Filho (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL)

Mendonça aposta em comunicação e mobilização da direita para alavancar campanha de Flávio em Pernambuco

Por Vinícius Sales - O PL pretende mobilizar grupos de direita, manter em funcionamento os comitês usados nas eleições proporcionais e reforçar a comunicação para ampliar a votação...

Colunista e cientista político Fernando Schüler

Arquivamento de inquérito contra jornalistas revela lição sobre o período eleitoral brasileiro

Do Estadão - Criticar autoridades, instituições e o sistema eleitoral é parte da democracia. O arquivamento do inquérito contra os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed...

Carregar Mais
Próximo Artigo
Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro

Caiado confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Por favor, faça login para comentar

Camaragibe

Ipojuca

RELACIONADOS

Pernambuco perde o jurista Roque de Brito Alves, vítima do Covid-19

Leonardo Dantas Silva era jornalista e pesquisador

Maior pesquisador do Brasil Holandês, Leonardo Dantas da Silva, se vai aos 77

Ministro Barroso diz que nunca houve fraudes nas urnas eletrônicas

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 destaque Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.