Do UOL – O comentarista político e historiador Marco Antonio Villa, 71, afirmou que nunca teve condições financeiras para pagar o valor da pensão alimentícia determinada pela Justiça e classificou a cobrança como uma injustiça. Ele se manifestou após a decretação de sua prisão por uma dívida de R$ 570 mil em pensão, conforme posicionamento divulgado por ele.
Entenda o caso
A Justiça de São Paulo determinou a prisão de Villa pelo não pagamento da pensão alimentícia. O mandado, expedido em 8 de outubro, aponta uma dívida de R$ 570.358,61, atualizada até 30 de setembro deste ano. A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Em nota publicada nas redes sociais, Villa disse que já pagou quase R$ 1,5 milhão à ex-esposa e a um dos filhos, de 45 anos, e que precisou se desfazer de imóveis, usar as economias e contratar empréstimos para arcar com os pagamentos. O contato da ex-esposa de Villa não foi localizado para pedido de posicionamento acerca das declarações do comentarista político. O espaço segue aberto para manifestação.
Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos. Em valores atuais, a pensão alimentícia que deveria ser por mim paga supera a quantia de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) por mês! Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias.
A ordem de prisão é válida por 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. O processo tramita sob segredo de Justiça. Segundo o SBT News, o filho de Villa é uma pessoa com deficiência (PCD). À emissora, a mãe dele afirmou que espera por Justiça há anos. O caso foi noticiado pelo SBT Brasil e confirmado pelo UOL.
Segundo Villa, a pensão determinada pela Justiça corresponde a 20 salários mínimos mensais para a ex-esposa e um dos filhos, além do pagamento do plano de saúde de ambos. De acordo com ele, o valor mensal supera R$ 40 mil em valores atuais.
O historiador afirmou ainda que há ações judiciais em andamento para contestar o que considera abusos. Ele não detalhou os processos porque, segundo declarou, tramitam em segredo de Justiça. “Continuo confiando na Justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará”, afirmou.
As diversas ações judiciais em andamento, visando à correção de todos os abusos contra mim, cometidos, tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes por mim publicados. Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará.











