Por Ricardo Antunes – Conhecido local de reuniões da elite e da aristocracia pernambucana, o tradicional restaurante Leite, no centro do Recife, foi palco de uma grande confusão neste fim de semana. O bate-boca teria acontecido durante uma confraternização de aniversário repleta de celebridades, entre elas o ex-governador e atual presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara.
Fotos que circularam em grupos de WhatsApp apontam que cadeiras teriam sido arremessadas, mesas, espelhos e pratos foram quebrados, e até o tradicional piano do estabelecimento teria sido danificado. Todas elas, no entanto, foram feitas com Inteligência Artificial (IA), conforme apurou nosso site, informação posteriormente confirmada pela direção do estabelecimento.
A confusão limitou-se a gritos e ameaças. Foi após os convidados cantarem parabéns, quando foram entoados gritos a favor do presidente Lula (PT), que começou a gritaria dos adeptos de Flávio Bolsonaro.
Um dos mais exaltados, segundo algumas testemunhas, era o usineiro Bruno Tavares. Ele teria se incomodado com os gritos a favor de Lula e pedido respeito às demais pessoas que estavam no local e que não simpatizavam com o candidato petista.
Além de Paulo Câmara e do usineiro, estava presente o empresário Nicola Sultanum, proprietário do restaurante Mingus, outro point famoso da high society pernambucana. Nicola é casado com Mariana Moura, sócia da Baterias Moura.
O OUTRO LADO
Em seu perfil no Instagram, o estabelecimento negou o episódio. “Não são verdadeiras as informações e imagens, feitas com inteligência artificial, que passaram a circular sobre uma eventual briga no Leite, na manhã desta segunda-feira. Estamos funcionando normalmente neste feriado do Dia do Comerciário, a partir das 11h”, diz o texto.
Restaurante mais antigo em funcionamento no Brasil, o Leite foi fundado em 1882 por Armando Manuel Leite de França e fica localizado no centro do Recife. O casarão histórico é um símbolo da gastronomia e da aristocracia pernambucana, marcado por sediar encontros das classes política, intelectual e econômica do estado.











