Por Vinícius Sales – A candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado ganhou novo impulso entre parlamentares da oposição após a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (28), diretamente dos Estados Unidos. Ao apontar Marinho como seu candidato ao comando da Casa, Flávio reforçou uma articulação que já era conhecida nos bastidores e deu um sinal de continuidade à liderança da direita mesmo fora do Brasil.
Com a derrota de Flávio na eleição presidencial, setores do Centrão começaram a se movimentar pela permanência de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) na presidência do Senado. A saída do senador bolsonarista do país também provocou preocupação entre aliados, que temiam um vácuo na liderança da oposição.
A manifestação de Flávio, no entanto, foi recebida como um gesto de fortalecimento político de Rogério Marinho. Ao anunciar que liderará a oposição dos Estados Unidos, o senador também deu protagonismo ao aliado na articulação política dentro do Congresso Nacional.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui”, escreveu Flávio.
Nas redes sociais, parlamentares de direita passaram a defender a candidatura de Marinho e a rejeitar uma eventual aproximação com Alcolumbre.
“É hora de estamos unidos para conquistar a presidência do Senado e lutar contra a ditadura do Judiciário”, afirmou o senador eleito Carlos Jordy (PL).
O deputado federal Maurício Marcon (Podemos) também cobrou unidade dos parlamentares eleitos pela direita. “Eu espero que quem foi eleito pela direita não fique flertando com Davi Alcolumbre e com Lula porque serão achincalhados nas ruas. O eleitor não espera que vocês façam isso. Temos que dar uma grande vitória a Rogério Marinho, como Flávio Bolsonaro tem dito”, declarou.
Já o deputado federal eleito Thiago Medina (PL) adotou um discurso de enfrentamento à possível recondução de Alcolumbre. “Derrotar o Alcolumbre é a nossa pauta principal. Não tem negociação!”, afirmou. Em outra publicação, acrescentou: “Lula vai enfrentar a maior oposição da história!”
A disputa pelo comando do Senado, portanto, começa a se desenhar como um dos primeiros testes de articulação da direita após a derrota presidencial. A indicação de Marinho por Flávio busca manter a oposição mobilizada e evitar que sua ausência do país enfraqueça a atuação do grupo no Congresso.










