Por Carol Carvalho – Não sei de onde partiram essas acusações, nem tenho elementos para afirmar quem está por trás delas. Mas sei de uma coisa: sou solidária a uma mulher que está sendo alvo de uma acusação gravíssima e de uma forma cruel de violência política.
Podemos discordar de uma mulher. Podemos criticar suas escolhas, sua atuação política e suas posições. Podemos cobrar, questionar e até fazer críticas duras. O que não podemos aceitar é transformar a morte de seu marido em instrumento de humilhação, difamação e perseguição.
Acusar uma mulher de ter matado o próprio marido para se beneficiar eleitoralmente não é debate político. É uma acusação de extrema gravidade, que exige responsabilidade e provas. Quando isso é usado como arma para destruir a reputação de alguém, ultrapassa todos os limites da disputa política.
Não sei quem começou, não sei quem alimentou e não estou aqui para defender partido, ideologia ou projeto político.
Estou defendendo uma mulher.
Não preciso concordar com ela, gostar dela ou votar nela para reconhecer que ninguém deve ser submetido a esse tipo de violência.
Sou solidária a ela como mulher e repudio esse tipo de prática, venha de onde vier e seja contra quem for.
Política se faz com ideias, fatos e argumentos. Tragédias pessoais não podem ser transformadas em armas para destruir a dignidade de ninguém.
Nenhuma eleição vale a violência contra uma mulher.
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Carol Carvalho é jornalista e produtora de cinema, participou de várias campanhas eleitorais e é eleitora de Lula











