Por Ricardo Antunes – O clima esquentou de vez no paraíso. A pacata ilha de Fernando de Noronha virou cenário de um verdadeiro filme de terror e trapalhadas administrativas nesta terça-feira (2). O que era para ser o anúncio de um projeto habitacional do Governo de Pernambuco transformou-se em um escândalo internacional de incompetência, abuso de força e desorganização fundiária.
Após uma ação policial truculenta que terminou com a prisão ilegal de um ilhéu, a Administração do Arquipélago, sob o comando de Virgílio Oliveira (Avante), foi obrigada a enfiar a recuar. Nas redes sociais, o gestor reconheceu o que chamou de “equívoco” na identificação do terreno destinado às 25 casas do Programa “Morar Bem”.
Com a repercussão extremamente negativa, Virgílio tentou estancar mais um sangramento de sua gestão. Ele afirmou que a área indicada nos mapas oficiais da ilha correspondia, na verdade, a um terreno privado. Para se esquivar da culpa, o gestor alegou que a “informação errada” já constava no acervo documental antes de sua chegada ao cargo, jogando no colo do antigo administrador, Luiz Eduardo Antunes.
Virgílio anunciou que a administração fará um novo levantamento topográfico. Para tentar acalmar os ânimos, soltou uma frase de efeito: “Ninguém vai tirar o que é de vocês”.
Os ilhéus dificilmente esquecerão as imagens de truculência vividas naquele local. A indignação segue pelo paraíso, e deixa a gestão com ares de amadorismo. Em um vídeo que já viralizou, uma nativa, revoltada com a covardia, disparou contra o administrador, acusando-o de desconhecer a realidade local. “Ele não tem caráter”, disparou, sendo aplaudida de pé pelos presentes.
O OUTRO LADO
O espaço do Portal está aberto para o posicionamento oficial da Administração de Fernando de Noronha e do Governo do Estado. Solicitamos também uma nota explicativa à Polícia Militar sobre os excessos cometidos na operação, mas, até o fechamento desta matéria, a assessoria da corporação não enviou resposta.
Veja o vídeo
O anúncio de um projeto habitacional do Governo de PE em Noronha gerou caos, abuso de força e desorganização fundiária. Após ação policial truculenta e prisão ilegal, a gestão Virgílio Oliveira recuou e admitiu erro na identificação do terreno do “Morar Bem”. pic.twitter.com/BaV54vbkOf
— Ricardo Antunes (@blogricaantunes) June 3, 2026












