Por Malu Gaspar e Rafael Moraes Moura, de O Globo – O julgamento virtual da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir sobre a prisão de Daniel Vorcaro tem sido marcado por muita pressão nos bastidores, especialmente de políticos do Centrão, e de interlocutores do dono do Banco Master no meio jurídico em busca de uma solução alternativa, como a transferência para a prisão domiciliar.
O destino de Vorcaro é acompanhado com apreensão no STF e no Congresso Nacional, onde parlamentares de diferentes matizes estão apavorados com os riscos de uma delação premiada. As mensagens extraídas do celular do banqueiro que já vieram à tona colocaram em evidência suas conexões políticas com membros dos Três Poderes.
O entorno do executivo torcia pela sua soltura, mas já aceita que não há clima político no Supremo para colocá-lo em liberdade.
A votação na plataforma digital da Corte se dará apenas entre quatro ministros, já que Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso.

Tanto no Supremo quanto fora dele se calcula que Luiz Fux deve acompanhar, enquanto Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes estariam inclinados a defender uma solução alternativa – a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, como a prisão domiciliar.
Em caso de empate em processos criminais, prevalece a decisão final mais favorável ao investigado.
A votação começa nesta sexta-feira, às 11h, com previsão de durar uma semana.
O plenário virtual permite o julgamento de casos sem reunião presencial, o que afasta o risco de embates entre os ministros.
Se por um lado esse esquema pode ajudar a conter um desgaste ainda maior para a imagem do STF, por outro pode criar um ambiente favorável para a defesa de Vorcaro derrubar a prisão preventiva longe das transmissões ao vivo da TV Justiça.












