Por Ricardo Antunes — A conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), Maria Teresa Caminha Duere, recebeu, ao longo de 2025, um total líquido de R$ 1.729.576,20, conforme dados públicos disponíveis no Portal da Transparência da Corte. Teresa é irmã do senador Fernando Dueire (MDB) e assessora da vice-governadora Priscila Krause (UB).
Ela foi deputada estadual por três vezes e assumiu, em 2002, como conselheira do Tribunal de Contas de Pernambuco. Ao longo da carreira política, Duere sempre foi conhecida por um discurso firme em defesa da moralidade administrativa e pelo rigor no uso dos recursos públicos.
Mesmo aposentada, Duere teve um montante bruto recebido de R$ 1.820.507,25 no período, com descontos de R$ 90.931,05, resultando em uma carga efetiva de impostos de aproximadamente 5%.
O cerco aos chamados “penduricalhos” no serviço público se intensificou após recentes posicionamentos do Supremo Tribunal Federal, que têm reforçado a necessidade de respeito ao teto constitucional e maior rigor no controle de verbas que ampliam remunerações. Nesse cenário, casos concretos passam a ganhar ainda mais peso — especialmente quando revelam distorções difíceis de justificar diante da sociedade.
A distribuição dos valores ao longo do ano revela forte variação mensal. Entre janeiro e maio, os rendimentos líquidos ficaram próximos de R$ 200 mil por mês, concentrando mais de R$ 960 mil — mais da metade do total anual. Já entre junho e setembro, os valores recuaram para uma faixa entre R$ 79 mil e R$ 86 mil, voltando a subir no último trimestre, quando superaram os R$ 140 mil mensais.
A oscilação indica a presença de parcelas adicionais relevantes na composição dos rendimentos — os chamados “penduricalhos”, termo utilizado para descrever verbas como indenizações, retroativos e outras vantagens eventuais.
Os picos próximos de R$ 200 mil líquidos mensais destoam do padrão de remuneração fixa no serviço público, evidenciando o peso desses adicionais no total recebido.
Confira os valores:













