Da Redação do Blog — Seis dias de caminhada pesada pela selva venezuelana, carregando 25 quilos nas costas, foram só o aquecimento para a maior façanha da carreira de Rafael Bridi. Em outubro passado, o atleta brasileiro encarou o Salto Angel, a maior cachoeira do mundo, com 979 metros de altura, e realizou a travessia de highline mais extrema já registrada na história.
No coração do território indígena Pemón, onde a queda d’água é chamada de Körepakupai Wen, Bridi e uma equipe internacional montaram uma fita de 148 metros de extensão, suspensa a 29 metros acima da água, cruzando o vazio diante de um dos cenários mais impressionantes do planeta. O feito entrou para o Livro Guinness dos Recordes como a travessia mais longa, mais exposta e com maior altura vertical já realizada.
Foram mais de 85 quilômetros de trekking em seis dias, enfrentando pântanos, labirintos de rocha, clima imprevisível e acesso extremamente limitado. Tudo foi feito na raça, sem drones na montagem, com escaladas, travessias de rio e ancoragens em pontos onde ninguém jamais havia pisado. Guias e carregadores do povo Pemón foram fundamentais na logística e nas decisões em campo.
“Foram dez anos de preparação para chegar até aqui”, contou Bridi, que destacou a ancestralidade, o isolamento e a força simbólica do local como fatores decisivos. A expedição custou cerca de US$ 32 mil e só saiu do papel graças a patrocínio.
Um feito que mistura coragem, técnica e respeito à natureza — e que colocou o Brasil no topo do highline mundial.
Veja o vídeo:
Brasileiro bate recorde de travessia em altura em Salto Angel, na Venezuela. Rafael Bridi cruzou por 148 metros a cachoeira mais alta do mundo, a mais de 1.000 metros. pic.twitter.com/rtsJk2aWmM
— Ricardo Antunes (@blogricaantunes) January 2, 2026



