Com informações do Orla Notícia Marabá – Cachês milionários estão sufocando as festas privadas e empurrando o entretenimento para a dependência do dinheiro público
O mercado de shows no Brasil vive um momento crítico. A escalada dos cachês acima de R$ 1 milhão por apresentação está tornando cada vez mais inviável a realização de festas com ingressos pagos.
Produtores e empresários afirmam que hoje o cachê, sozinho, já compromete grande parte do orçamento. Quando entram na conta estrutura, som, iluminação, painéis de LED, geradores, hotel, transporte aéreo, logística, equipe técnica, segurança, ambulâncias, licenças, impostos e taxas, o risco financeiro se torna praticamente insustentável.
Na prática, o setor privado está ficando fora do jogo.
Eventos tradicionais deixaram de existir, outros reduziram de tamanho e muitas produtoras passaram a evitar grandes atrações por medo de prejuízo. O público, por sua vez, não consegue acompanhar a alta dos ingressos.
Hoje, apenas prefeituras e governos conseguem, com muita dificuldade, contratar artistas de cachê milionário. Mesmo assim, enfrentam limitações orçamentárias e pressão da sociedade sobre o uso de recursos públicos.
O resultado é preocupante: grandes shows passam a depender quase exclusivamente de verba pública.
Entre os nomes que operam hoje na faixa de cachê milionário em grandes eventos estão:
- Gusttavo Lima,
- Ana Castela,
- Simone Mendes,
- João Gomes e
- Ivete Sangalo.
Produtores alertam ainda para um efeito colateral grave: o encolhimento das agendas nacionais. Muitos artistas praticamente deixaram o circuito privado e passaram a se apresentar quase somente em eventos públicos.
O setor teme que o Brasil caminhe para um modelo parecido com o de Roberto Carlos, com poucos shows no país, datas extremamente seletivas e valores muito elevados.
A discussão não é sobre desvalorizar artistas, mas sobre a sustentabilidade do mercado, a preservação dos empregos e a sobrevivência de toda a cadeia de eventos.












