Por Luiz Roberto Marinho – O prefeito João Campos (PSB) não consta da agenda oficial do presidente Lula nesta terça-feira (10), dedicada a despachos com assessores, mas nada impede que discutam, fora de agenda, a manutenção na chapa da reeleição do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), uma das maiores preocupações do presidente nacional do PSB.
Fontes palacianas espalharam no último fim de semana a possibilidade de Lula buscar um vice no MDB ou no PSD da governadora Raquel Lyra, deslocando Alckmin para enfrentar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A informação teria apressado a disposição de Campos, defensor intransigente da permanência de Alckmin na vice, de uma nova conversa com Lula.
Caso se confirme o deslocamento de Alckmin, mudam também os rumos das eleições em Pernambuco, que preveem uma disputa ferrenha entre o prefeito e Raquel Lyra. A possibilidade de Lula ter dois palanques no estado, defendida por alas palacianas e parte do PT, voltou a se desenhar no horizonte e assusta João Campos, que não teria o monopólio do presidente na sua campanha. Detentor de 67% do eleitorado local, Lula, obviamente, é cobiçadíssimo pelos dois lados.
Assustou também o prefeito o noticiário de que sua adversária ao governo teria acertado com Lula subir no palanque dele em troca do presidente não botar o pé em Pernambuco no primeiro turno e não se definir abertamente por Campos, o que configuraria o mundo dos sonhos de Raquel Lyra, que teria sido liberada pelo presidente do seu partido, Gilberto Kassab, para apoiar Lula, mesmo o PSD tendo candidato próprio.
Como se não bastasse, arrefeceu o discurso do PSB de favas contadas da eleição de Campos, com a diminuição gradativa da diferença de intenção de votos nas pesquisas eleitorais entre ele e sua oponente.











