Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Justiça

Capitão da PM é condenado por deixar posto no Choque para buscar esposa de Thiago Brennand

Por Redação
24/03/2026 - 20:00
O capitão Daniel Tonon Cossani e Thiago Brennand

O capitão Daniel Tonon Cossani e Thiago Brennand

WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Com informações do G1 – Um capitão da Polícia Militar, comandante de uma companhia do Batalhão de Choque, foi condenado por descumprimento de missão após deixar o quartel para realizar um serviço particular ligado ao empresário Thiago Brennand. O julgamento ocorreu na tarde desta segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM), e terminou com condenação por 4 votos a 1. Cabe recurso.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o capitão Daniel Tonon Cossani estava escalado para o serviço no dia 28 de agosto de 2021, das 7h às 19h, como comandante da 3ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia de Choque, unidade ligada ao Comando de Operações Especiais.

No entanto, o oficial também prestava serviços particulares de segurança e motorista para Brennand e, no dia dos fatos, mesmo ciente de que deveria estar no batalhão às 7h, o capitão saiu por volta das 5h em seu veículo particular e foi até um condomínio em Porto Feliz, interior de São Paulo, onde morava o empresário.

De lá, seguiu até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para recepcionar a mulher de Brennand, retornando apenas por volta das 11h. A denúncia afirma que o PM não pediu autorização nem comunicou os superiores.

O promotor Marcel Del Bianco Cestaro sustentou que o caso configurou o crime de descumprimento de missão, previsto no artigo 196 do Código Penal Militar. Segundo ele, trata-se de crime formal, que se consuma com o simples fato de o militar deixar de cumprir a atividade que lhe foi atribuída.

O promotor afirmou que “toda atividade militar constitui missão”, independentemente de haver uma ordem específica. Ele também destacou que o capitão integrava uma tropa especializada e ocupava posição de comando, o que agrava a conduta.

Fachada do Tribunal de Justiça Militar (TJM), no Centro de São Paulo. — Foto: Divulgação/CNJ
Fachada do Tribunal de Justiça Militar (TJM) em SP

‘O interesse público foi deixado de lado em detrimento de interesse pessoal’, afirmou Cestaro. O MP também ressaltou que não houve comunicação prévia à chefia e classificou a ausência como ‘clandestina’

A defesa do capitão, por sua vez, pediu absolvição. O advogado Miguel Silva argumentou que a denúncia não especifica qual missão teria sido descumprida e justificou que não havia, naquele dia, uma atividade específica atribuída ao oficial.

Para Silva, o capitão apenas chegou atrasado, mas cumpriu normalmente suas funções ao longo do restante do expediente. Também foi alegado que havia outros oficiais aptos a assumir as atividades e que o réu permaneceu acessível durante todo o período.

Decisão

No julgamento, a juíza Gabriela Barchin Crema, presidente do Conselho Especial de Justiça, votou pela absolvição. Para ela, embora a conduta fosse reprovável, não ficou caracterizado crime.

A magistrada entendeu que “missão”, no contexto penal militar, pressupõe uma incumbência específica e de maior relevância. “Ausente a missão, não há que se falar em descumprimento de missão”, afirmou.
Os quatro juízes militares, no entanto, tiveram entendimento diverso.

  • O major Simey Traiba considerou que o capitão deveria estar no quartel no horário previsto, cumprindo missão ordinária. Para ele, a ausência caracteriza descumprimento;
  • Na sequência, o major Eduardo Luiz da Silva também votou pela condenação. Ele destacou que a função de comandante exige prontidão permanente e que, em caso de necessidade, o oficial estaria ausente por decisão própria. Segundo ele, houve dolo na conduta;
  • O major Luciano Quemello afirmou que o capitão “escolheu assumir o transporte do civil e não assumir o comando”, e mencionou a repercussão do caso envolvendo Brennand;
  • Já o tenente-coronel Rogério Carneiro afirmou que a missão está ligada à própria função e patente do militar, mesmo em escalas ordinárias. Ele destacou que tropas especializadas trabalham em regime de prontidão e que a simples ausência no início do turno já configura o descumprimento.

Com isso, o Conselho formou maioria pela condenação. A pena foi fixada em um ano de detenção, em regime inicial aberto. Os magistrados também concederam a suspensão condicional da pena pelo prazo mínimo legal.

“A maioria do Conselho decidiu de acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça Militar, que entende que esse tipo de conduta deve ser punida não somente na esfera administrativa, mas também criminalmente, dada a relevância da atividade policial militar”, afirmou o promotor Marcel Cestaro em nota enviada ao g1.

O que diz a defesa do capitão

Em nota enviada ao g1, o advogado Miguel Silva afirmou que vai recorrer e que a decisão deve ser reformada:

“Estamos diante de um processo prescrito. Isso é matéria de ordem pública que será alegado em sede de embargo declaração. A tese da defesa foi acolhida pela juíza presidente, ou seja, pela juíza togada. Infelizmente, os juízes militares seguiram o entendimento baseado no Inquérito Policial feito pela Corregedoria. Inclusive, um dos juízes era da Corregedoria, ou seja, se baseou num inquérito que não serve para um decreto condenatório, de modo que causou estranheza, mas será apresentado recurso de apelação”.

Tags: Thiago Brennand
EnviarTweet23Compartilhar37Enviar
Redação

Redação

Matérias Relacionadas

Mensagens obtidas pela PF integram as investigações sobre os gastos e benefícios destinados ao filho do presidente Lula

PF aponta que lobista bancava casa de R$ 100 mil por mês usada por Lulinha

Do Estadão - A Polícia Federal suspeita que a lobista Roberta Luchsinger gastava cerca de R$ 100 mil mensais para manter uma casa usada por Fábio Luís Lula...

Acionistas aprovam ação contra ex-gestores por prejuízos

Acionistas do BRB aprovam ação de responsabilização contra ex-diretores por prejuízos

Por Isadora Teixeira, do Metrópoles - Acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, nesta segunda-feira (24/8), medidas de responsabilização civil contra ex-gestores que sejam apontados como responsáveis por...

Fernando Coelho Filho teve aumento de 362% no patrimônio declarado, que passou de R$ 3,7 milhões em 2022 para R$ 17,1 milhões em 2026

Deputados investigados no STF aumentam patrimônio em R$ 33,9 milhões; pernambucano Fernando Filho lidera ranking

Da Redação - Nove deputados federais investigados em processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de desvio de emendas parlamentares e da cota parlamentar tiveram,...

Encontro teria sido marcado para tratar da liberação de obras no Maranhão

Lobista afirma que Lulinha articulou reunião de governador do MA com Lula no Planalto

Do Estadão - A lobista Roberta Luchsinger afirmou em mensagens encontradas no celular dela pela Polícia Federal que Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente...

A apuração também envolve operações bilionárias com carteiras de crédito consignado

PF pede prorrogação de inquérito do Caso Master para investigar diretores do BRB

Do G1 - Uma perícia da Polícia Federal (PF) identificou novos elementos que indicam a participação de mais diretores do Banco de Brasília (BRB) em supostas irregularidades nas...

Carregar Mais
Próximo Artigo
O empresário Thiago Brennand foi transferido para a Penitenciária II de Potim

Brennand é levado para “novo presídio dos famosos” após receber ameaça

Por favor, faça login para comentar

Ipojuca

Camaragibe

São Lourenço da Mata

RELACIONADOS

Olinda perde festival MIMO para São Paulo e Rio de Janeiro

Justiça anula júri que condenou quatro réus pelo incêndio na Boate Kiss

Câmara abre caminho para perdão de R$ 1,4 bi em dívidas de igrejas após aval de Bolsonaro

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.