Por Ricardo Antunes – A “chantagem” em busca de espaço no governo, feita pela família Coelho na Assembleia Legislativa, começou a funcionar. Informações apuradas pelo nosso blog dão conta de que a governadora Raquel Lyra (PSD) já cedeu dois espaços importantes no governo que antes estavam sob o comando do deputado federal Eduardo da Fonte (PP): o Lafepe e o Porto do Recife.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico também entrou na negociação, mas isso ainda depende da “entrega” que o grupo se comprometeu a fazer.
Tudo isso se deu após o presidente da Comissão de Finanças na Alepe, Antônio Coelho, “sentar” em cima das mudanças propostas pelo governo na Lei Orçamentária Anual (LOA), motivo de tensão entre Executivo e Legislativo.
O próximo alvo é a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, já ocupada no passado pelo antigo chefe do clã, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho. Nos bastidores, a informação é de que a pressão na Alepe pode acabar garantindo também o comando da pasta para o grupo, que pediu esse cargo no início da gestão. Raquel negou.
A tarefa, no entanto, não deve ser tão fácil, pois o secretário Guilherme Cavalcanti é um dos principais auxiliares da governadora e goza de sua inteira confiança, além de estar fazendo um excelente trabalho na pasta. Nos bastidores do Palácio, interlocutores afirmam que Cavalcanti sempre se colocou como um soldado de Raquel e que não esperava essa rearrumação de espaços. Ainda assim, a situação segue em avaliação.

Falta, contudo, a joia da coroa: a inclusão de Miguel Coelho (UB) como candidato ao Senado na chapa de Raquel, depois que ele se viu excluído da chapa do prefeito João Campos (PSB).
Embora a candidatura de Miguel Coelho ao Senado ainda esteja pendente, os movimentos recentes indicam que os Coelhos estão avançando em suas negociações. A pressão sobre Raquel Lyra continua, e a abertura de novos espaços no governo sugere que a família está se consolidando cada vez mais na aliança raquelista.
Miguel, inclusive, já foi visto em dois eventos ao lado da governadora e fazendo discursos bem enfáticos. Resta saber se vai ganhar a briga de foice que trava com o deputado federal Eduardo da Fonte pelo comando da federação.
A expectativa é que, devido a essas concessões, Antônio Coelho possa rapidamente colocar em pauta os vetos da LOA na Comissão de Finanças, tornando a aprovação das mudanças propostas mais viável.
Já a governadora enfrenta o desafio de equilibrar suas prioridades enquanto lida com as exigências da família Coelho, que, até agora, tem mostrado uma estratégia eficaz de pressão e negociação.
Todo mundo sabe da importância que o grupo comandado por Miguel Coelho tem, principalmente no Sertão do estado. Resta saber qual o preço à pagar já que a fome do clã é infinita.
É isso.












