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Home Economia

Corte no Auxílio Emergencial já jogou 11,6 milhões na pobreza

Por Ricardo Antunes
01/01/2021 - 11:49
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Do Globo — Sem o auxílio emergencial e com uma inflação desigual, que pesa mais no bolso de quem ganha menos, a pobreza vai superar os níveis de 2019 já no começo deste ano.

 

Somente o corte do benefício à metade em setembro, quando passou de R$ 600 para R$ 300, e a inflação, que foi o dobro para as faixas de renda mais baixa, jogaram 11,6 milhões na pobreza desde agosto, de acordo com cálculo do economista e pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) Daniel Duque, obtidos com exclusividade pelo GLOBO.

A ajuda emergencial, principal responsável por manter a renda das famílias no ano da pandemia e reduzir a pobreza, terminou oficialmente na quinta-feira, e o governo ainda não anunciou como pretende atender à esse contingente de 65 milhões de pessoas que vinham recebendo o auxílio.

Daniel Duque é mestrando em ciências econômicas na UFRJ e pesquisador do FGV IBRE.

— Vai haver um grande pulo entre dezembro e janeiro, com aumento muito intenso da pobreza. Já estamos vendo isso ao longo dos últimos meses, de uma maneira mais gradual, porque as pessoas foram conseguindo o auxílio aos poucos. Está havendo alguma recuperação no mercado de trabalho, mas não o suficiente para compensar o auxílio — diz Duque.

A parcela de pobres (renda domiciliar per capita de R$ 455 por mês) chegou a 24,12% em novembro, considerando o efeito da inflação desigual. Em agosto, eram 18,42% da população, mostrando o efeito do auxílio emergencial que injetou, em média, R$ 50 bilhões mensais para reforçar ou substituir a renda dos mais pobres, que perderam o emprego na pandemia.

Em setembro, o número de pobres começou a subir novamente.

Brasil tem mais de 14 milhões de desempregados

Primeiro trimestre difícil

O sociólogo Rogério Barbosa, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Uerj, calcula que, sem o auxílio emergencial, a parcela de pobres já chegaria a 30,8% da população. Este número, diz o pesquisador, é uma prévia do acontecerá neste início de ano, só que com mais intensidade. Sem o auxílio, o número de pobres sobe de 50,6 milhões para 65,2 milhões:

— Ainda tem um componente sazonal muito grave: janeiro é o mês com mais demissões, e não teremos o auxílio emergencial. No mínimo, a pobreza vai chegar a 30,8% da população.

A diarista Márcia Cristina da Silva Costa, de 49 anos, não sabe como vai se sustentar com o fim do auxílio emergencial. Com a chegada da pandemia, ela perdeu todos os serviços que tinha. Tentou se reinventar, fazendo bolos por encomenda.

Recebeu ajuda de “um ou outro patrão”, mas os ganhos se tornaram insuficientes para manter a casa onde vive com a filha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.

— Eu tinha uma reserva, paguei todas as contas que tinha. Cortei o telefone, a TV por assinatura, todos os gastos que podiam ser cortados — conta Márcia. — Mas foi o auxílio emergencial que me segurou. De uma hora para outra, fiquei sem trabalho, sem nada. Agora, com o fim do auxílio, sinceramente não sei como vai ser. Estou desesperada, já chorei, não sei o que fazer.

Extrema pobreza atinge 1,2 Milhão de Pernmabucanos, maior nível em oito anos, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2020 pelo IBGE | Foto: Filipe Jordão

Um quarto do emprego doméstico foi cortado em outubro, quando se compara com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do IBGE.

Segundo Duque, a valor per capita do auxílio emergencial caiu de R$ 134,46 em agosto para R$ 75,34 em novembro, considerando também os efeitos da inflação desigual. A recomposição dessa queda por meio do mercado de trabalho vem sendo menor a cada mês.

— Se houver piora da pandemia, com novas restrições, o primeiro trimestre vai ser muito difícil, com aumento da pobreza e da desigualdade — prevê Duque.

Barbosa diz que as vagas informais geradas em outubro, como mostrou o IBGE esta semana, refletem o fato de as medidas de distanciamento social estarem ficando “muito frouxas”, com o retorno às atividades sem que se tenha resolvido a questão sanitária que gerou a crise:

— O vírus está circulando, e não parece que haverá vacina para todo mundo este ano. A causa que está afetando a economia não está resolvida. Estamos enxugando gelo.

Bolsonaro e a equipe econômica eram contra auxílio emergencial de 600 reais, que foi proposto pela oposição.

Ele lembra que, além dos 14,1 milhões de desempregados, há mais dez milhões de pessoas que ainda não voltaram a procurar trabalho, mas vão pressionar o mercado neste início de ano. E o desemprego é maior entre os mais pobres, diz Barbosa. No Nordeste, ultrapassa 30% da força de trabalho:

— A renda do trabalho caiu muito. A perda média foi de R$ 200. Este ano, essa renda vai estar mais concentrada, rara e escassa.

 

Inflação agrava quadro

Nas contas de Duque, dos 11,6 milhões que caíram na pobreza desde setembro, 380 mil foram arrastados pela inflação mais alta. E esse movimento tende a ganhar força:

— Há uma diferença expressiva entre a inflação de ricos e pobres, o que agrava a pobreza.

No ano passado, até novembro, a inflação dos mais pobres (com renda domiciliar de até R$ 1.650) chegou a 4,56%. Entre os mais ricos (renda superior a R$ 16.509,66) ficou em 1,68% no mesmo período.

Aumento da inflação preocupa economistas.

Maria Andréia Parente, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), faz o cálculo da inflação por faixa de renda. Diz que essa situação perdurou durante todo o segundo semestre de 2020, com alta de quase 20% nos preços da alimentação, despesa que pesa mais na cesta de consumo dos mais pobres e vai continuar este ano, com a inflação corroendo a renda de quem ganha menos:

— Vai haver repique de preços de alimentos e a alta da energia elétrica, que vão alcançar os mais pobres. Sem o auxílio emergencial vai ficar mais difícil. O governo tem de estar atento a isso e correr rápido com as medidas emergenciais.

Tags: Auxílio EmergencialPaulo Guedes
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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