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Home Política

“CPI não tem nada contra mim”, diz Ricardo Barros

Por Ricardo Antunes
18/08/2021 - 15:51
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Do UOL — O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), perdeu o status de testemunha e foi incluído hoje na lista formal de investigados pelo colegiado da CPI da Covid no Senado Federal. Em entrevista ao UOL News, o deputado federal chamou a decisão de “covardia” e disse que “o único objetivo dessa comissão é desgastar o governo Bolsonaro”.

Na decisão proferida na sessão de hoje pelo relator, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), a cúpula da comissão considera que, em seu depoimento à CPI, na última semana, o parlamentar omitiu informações e deu esclarecimentos insuficientes em relação às suspeitas de envolvimento no caso Covaxin, a vacina indiana contra a covid-19.

Segundo Renan, Barros passa à condição de investigado devido ao “conjunto da obra”. O deputado governista rebateu os argumentos da comissão.

Covardia deles. Eu estava lá, era só me perguntar. Tudo que me foi perguntado, eu esclareci com documentos. Então, quando ele [Renan] repete as mesmas coisas que eu já esclareci na CPI, documentalmente, provando que não tenho envolvimento e me diz que estou sendo investigado pelo conjunto da obra, qual é o conjunto da obra? Ele não tem nenhum fato para imputar a mim”
Ricardo Barros (PP-PR) ao UOL News

Na entrevista, o líder do governo na Câmara também afirmou que está “tranquilo” com a decisão de se tornar investigado e criticou Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente do colegiado, por não chamá-lo para depor novamente.

“Eu não tenho nada a temer. Para mim, está tudo tranquilo. O Randolfe [vice-presidente da CPI] deu entrevista hoje dizendo que não vai mais me chamar para a CPI, que gente covarde.”

Além das críticas a políticos, Barros também disparou contra a CPI dizendo que eles “vazam, sucessivamente, informações” e que o único objetivo da comissão é atacar o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) sendo, portanto, um “palco de oposição declarado”.

Eles não têm nada contra mim. Eu tenho absoluta tranquilidade sobre isso porque eu sei o que eu fiz, mas eu sou o líder do governo, a CPI é para atacar o governo. O único objetivo dessa CPI é desgastar o governo Bolsonaro. Todos serão candidatos contra o Bolsonaro ou apoiando candidatos contra o Bolsonaro na próxima eleição. A CPI é uma ação política. Tudo bem, eu sou líder do governo, estou aí para enfrentar a ação política. Mas não haverá fundamento jurídico em nada que eles estão falando”

Segundo o político, ele fez tudo para ajudar o país a enfrentar a covid-19, sem qualquer tipo de interesse pessoal em suas ações.

Sem tomar as medidas necessárias, Brasil registra mais de 570 mil mortos por Covid

“Fiz tudo que eu tinha para fazer para ajudar o Brasil a enfrentar melhor essa pandemia da covid. Sem nenhum interesse pessoal, sem nenhuma questão que não seja republicana. É isso que eles vão chegar a conclusão posteriormente [na CPI]. Até lá, vão fazer vazamento de informações em segredo de justiça, que é crime.”

Questionado pela apresentadora Fabíola Cidral e pelo colunista do UOL Tales Faria, Barros reforçou que não mentiu em seu depoimento à CPI e vai provar isso “ao longo do tempo”.

“Não dá para combater uma narrativa falsa sem nenhum compromisso com a verdade que a CPI vem repetindo e não consegue provar. Eles tão há 45 sessões entrevistando pessoas e até agora não chegaram a nada.”

Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde depõe na CPI da Covid.

Suspeitas

O nome de Barros surgiu durante os trabalhos da CPI a partir do depoimento do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). De acordo com as versões de Miranda e do irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, o presidente teria dito a eles, após ser alertado de problemas contratuais no processo de aquisição do imunizante indiano: “Isso é coisa de um fulano”.

Na comissão, as testemunhas declararam que “fulano” era uma referência a Barros, possível articulador de esquema que visava atropelar procedimentos burocráticos e acelerar a importação da Covaxin.

O acordo em questão foi assinado em fevereiro deste ano ao custo de R$ 1,6 bilhão, mas nenhum imunizante chegou a ser entregue. Após indícios de irregularidades, o contrato foi suspenso pelo Executivo federal.

Segundo Luís Miranda, houve pressão interna para que as tratativas fossem aceleradas. A conversa com o presidente teria acontecido em 20 de março. O líder governista nega ter cometido qualquer irregularidade e tem se colocado como vítima de uma disputa política.

As negociações envolvendo a vacina Covaxin constituem uma das principais linhas de investigação da CPI da Covid. O negócio com o laboratório indiano Bharat Biotech foi intermediado pela Precisa Medicamentos, cujo dono, Francisco Emerson Maximiano, possui outras empresas que já prestaram serviços para o governo em circunstâncias às quais recaem suspeitas.

Irmãos Miranda reafirmam acusações de irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin

É o caso da Global Saúde, que, em 2017, acertou contrato para vender medicamentos ao Ministério da Saúde e jamais entregou os produtos. À época, a pasta era chefiada por Ricardo Barros no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Em 2019, quando cobrava a devolução da verba, o ministério afirmou que a Global havia usado “expedientes procrastinatórios e obscuros” e induzido o governo a acreditar que os medicamentos seriam entregues.

Dos R$ 20 milhões que foram negociados, apenas R$ 2,8 milhões teriam sido ressarcidos aos cofres públicos.

Barros, a Global e servidores da Saúde à época respondem a uma ação de improbidade por causa dos medicamentos não entregues. O MPF (Ministério Público Federal) aponta que houve favorecimento à empresa.

Tags: CPI da CovidPP
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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