Por Ricardo Antunes – Áudios e mensagens que circulam em grupos de WhatsApp ligados à escola Eleva, localizada no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, têm provocado indignação entre pais, professores e funcionários. Nosso blog teve acesso ao material.
A instituição atende alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, em regime de tempo integral e ensino bilíngue.
O material, atribuído à médica dermatologista Paloma Ventura, com consultório no International Trade Center, no bairro do Pina, traz acusações falsas e sem comprovação contra um professor da instituição.
Fontes ouvidas pela reportagem apontam o episódio como um caso de homofobia e perseguição pessoal, agravado pela ausência de posicionamento oficial da gestão escolar até o momento. Há pouco o Eleva mandou uma nota que está no final da matéria.
O professor citado atua com alunos da turma Infantil, composta por crianças de 4 anos. Segundo relatos, a própria direção da escola teria analisado os registros funcionais do docente e confirmado que não existe qualquer queixa, advertência ou procedimento administrativo em seu histórico.
“O que está sendo dito nesses áudios e prints não tem o menor fundamento. É tudo inventado. A escola tem documentos que comprovam isso”, afirmou uma fonte, que pediu para não ser identificada.

Ainda segundo outra fonte, diante da inexistência de irregularidades, o professor estaria submetido a um ambiente constrangedor e hostil. “A escola não se posiciona, não esclarece, não protege o profissional. É uma omissão grave.”
De acordo com as informações apuradas, pais e responsáveis da turma Infantil se mobilizaram espontaneamente em defesa do professor, repudiando as acusações.
O Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que atos de homofobia e transfobia se enquadram na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), tornando a prática crime inafiançável e imprescritível.
Veja os prints:
O OUTRO LADO
A colégio citado encaminhou nota afirmando que tomou conhecimento e repudia as mensagens.
Leia na íntegra:
“A Escola Eleva Recife informa que tomou conhecimento de mensagens que circulam em um grupo privado de responsáveis.
A instituição reafirma que repudia qualquer forma de discriminação e possui protocolos claros para garantir um ambiente escolar seguro, ético, inclusivo e respeitoso.
A escola permanece atenta e atua sempre que necessário para preservar a integridade de sua comunidade escolar.”
A médica Paloma Ventura disse que reconhece o erro, e pediu desculpas.
Confira a matéria:
Veja o vídeo
Áudios e mensagens que circulam em grupos de WhatsApp ligados à escola Eleva, localizada no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife, têm provocado indignação entre pais, professores e funcionários. Nosso blog teve acesso ao material. pic.twitter.com/VqZhNON2v1
— Ricardo Antunes (@blogricaantunes) February 6, 2026












