Da Uol – O ministro Flávio Dino, do STF, atendeu pedido da Polícia Federal para ter acesso a dados da investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Investigação da PF trata de possível uso de emendas parlamentares para custear o filme. Dino é relator no Supremo Tribunal Federal de ações sobre irregularidades na destinação de recursos indicados por deputados e senadores. A informação sobre a autorização para acesso a dados da investigação foi publicada inicialmente pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, e confirmada pelo UOL.
UOL apurou que a investigação não tem relação com pagamentos de Daniel Vorcaro ao filme. O dono do extinto Banco Master destinou pelo menos R$ 61 milhões para custeio da obra. O áudio em que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece cobrando os pagamentos para o filme detonaram uma crise na pré-campanha dele.
Dona da Go Up Entertainment, produtora do “Dark Horse”, Karina Ferreira da Gama foi alvo de operação da Polícia Civil de São Paulo em junho. A investigação apontou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos no contrato firmado pela ONG dela, chamada ICB (Instituto Conhecer Brasil), com a Prefeitura de São Paulo. para fornecimento de pontos de wi-fi na cidade. Foram realizadas buscas nas sedes do ICB e da Go Up, além de dois endereços residenciais de Karina.
Dados apreendidos pela Polícia Civil paulista vão ajudar na investigação da PF. Os escopos das apurações, no entanto, são diferentes —a investigação estadual mira o contrato com a prefeitura, enquanto a federal está centrada no uso de emendas parlamentares.
O caso envolve cinco parlamentares, entre eles o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, à ONG de Karina. Em maio, Mário Frias afirmou que as emendas indicadas para a ONG não teriam sido direcionadas para a produção do filme sobre Bolsonaro.











