EXCLUSIVO – Por Ricardo Antunes – O diretor-administrativo-financeiro do Lafepe (Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco), Nivaldo Brayner, no cargo desde o governo Paulo Câmara, é o principal candidato à substituição do executivo Paulo Narcélio na co-presidência da recuperação judicial do grupo João Santos, a ser definida em assembleia do grupo marcada para 10h da próxima segunda-feira.
Se escolhido, Brayner fará dobradinha na função com o advogado Guilherme Rocha, ex-administrador de Fernando de Noronha, com quem Narcélio teve atritos por supostas falcatruas na gestão da recuperação judicial, motivo do seu afastamento, segundo fontes ligadas ao processo.
Sua indicação é do empresário Antônio Monteiro, o Toninho Monteiro, ex-dirigente do Náutico, dono de agência de publicidade e de corretora de seguros, que detém enorme influência na administração da recuperação judicial, revelam as fontes. Toninho é casado com uma das herdeiras de João Santos, Ana Clara, e tem ligações muito próximas com Brayner.
A provável nomeação de Brayner, empossado na diretoria do Lafepe em 2018, tem o aval do advogado Augusto Quidute, que representa mais de 90% dos votos, como inventariante do espólio de João Santos, que se arrasta há 17 anos. Quidute é o responsável pela condução jurídica da recuperação judicial.

Segundo as fontes ligadas ao processo de recuperação judicial, Guilherme Rocha, Quidute e Toninho Monteiro atuam juntos nas decisões administrativas e financeiras importantes da gestão da recuperação judicial.
Como divulgou o blog, um ano depois da recuperação judicial, seu plano ainda não foi submetido à aprovação da assembleia dos credores, tornando ainda mais difíceis a indenização trabalhista dos funcionários e o cumprimento do acordo de renegociação da dívida dos impostos firmado com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.
Foram assinados até agora somente 88 acordos trabalhistas, com uso de recursos próprios do grupo. Dificulta a adesão a proposta do grupo, aprovada pela 15ª Vara Cível da Comarca do Recife, na qual tramita o processo de recuperação judicial, limitando a R$ 10 mil o valor das indenizações.
Há dificuldades jurídicas também na contratação de um empréstimo de R$ 230 milhões do Fundo Arc Capital, que será usado para quitar os débitos em atraso de depósitos do FGTS nas contas dos trabalhadores, uma das principais cláusulas do acordo de renegociação de impostos feito com a PGFN.











