Da Redação – O recorde de investimentos do governo do estado, da ordem de R$ 5 bilhões em 2025, o maior nível dos últimos 11 anos, impulsionou o crescimento de Pernambuco no primeiro bimestre do ano, bem acima do desempenho do Nordeste e do país, elevando o emprego formal, que chegou a registrar alta de 210%.
A economia pernambucana cresceu 7% em comparação a janeiro e fevereiro do ano passado, revela o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central (BC), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). Tal performance impactou positivamente o emprego, que em março último registrou 3.287 novas vagas, uma variação de 210% em relação a março de 2025, quando Pernambuco havia fechado 2.990 postos de trabalho.
O IBCR constatou que enquanto Pernambuco cresceu 7% no acumulado de janeiro e fevereiro últimos, a economia do país assinalou alta de 0,4% no período, desempenho que foi de 3% da região Nordeste. O estado tornou-se a unidade federativa de maior índice de crescimento no primeiro bimestre, em relação a janeiro e fevereiro de 2025. Depois de Pernambuco, vieram Rio de Janeiro, com alta de 5,8%, e o Espírito Santo, com elevação de 5,5%.
Segundo o IBCR, contribuíram para o excelente desempenho da economia pernambucana, o comércio, em especial o segmento dos hipermercados e supermercados, a venda de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e de eletrodomésticos.

A indústria da transformação teve também peso relevante, com destaque para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Polo de Suape, no Litoral Sul, a metalurgia, a produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, de borracha e de material plástico, a atividade de produtos químicos e de bebidas.
Por setores, dados do IBGE revelam, por sua vez, crescimento mensal, em fevereiro, comparativamente a janeiro e a fevereiro de 2025, do comércio varejista de Pernambuco (mais 3,3% e 5,5%, respectivamente), do turismo (2,1% acima de janeiro), da indústria (0,6% mais sobre janeiro).
Índices computados pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), com base em levantamentos do IBGE, demonstram alto desempenho de Pernambuco igualmente na agropecuária.
Tais índices informam que o estado manteve, em 2025, a liderança no Nordeste na produção de ovos de galinha, participando com 36,6% do total de ovos produzidos na região no ano passado.
No abate de frangos, o estado também se destacou, registrando crescimento de 5,4%, superior à média nacional e consolidando sua posição entre os principais produtores do Nordeste. Foram mais de 76 milhões de frangos abatidos em 2025, atrás apenas da Bahia.
Revelam os dados da Condepe/Fidem que no abate de animais, Pernambuco apresentou no ano passado expansão de bovinos, crescendo 28,3% na comparação com 2024, com quase 480 mil bois abatidos. A participação da atividade no Nordeste evoluiu de 10,9% para 12,6% entre 2024 e 2025.
Também houve avanço na produção de leite, que apresentou um incremento de 12,5% em relação a 2024, mantendo constante a participação de 13,4% na produção de leite no Nordeste.

CARTEIRA ASSINADA
O excelente desempenho da economia pernambucana resultou na geração de novos postos de trabalho. Em março, houve saldo positivo de 3.287 empregos formais, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O índice é 210% acima de março de 2025, quando o estado havia fechado 2.990 postos de trabalho.
O resultado reflete uma forte recuperação e reforça a trajetória de crescimento do mercado de trabalho em Pernambuco em 2026.
Os dados do Caged informam que o desempenho do emprego foi puxado principalmente pelos setores de serviços e construção civil. Os dois segmentos responderam, juntos, pela maior parte das contratações em março, com destaque para serviços, que geraram 5.900 vagas, enquanto a construção registrou saldo de 2.489 empregos. O comércio também apresentou resultado positivo, com 1.198 postos de trabalho.
Um dos exemplos práticos do aumento do emprego foi o da cabelereira Ana Maria Mendonça, de 26 anos, que, desempregada desde o final de janeiro, voltou a trabalhar num salão do bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. “Graças a Deus fiquei pouco tempo sem trabalhar. Estou tranquila, agora, com salário que garante pagar minhas principais despesas”, depôs ela ao blog.
Segundo o Caged, Pernambuco somou, no primeiro trimestre, 5.897 empregos formais, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando o saldo foi de 2.786 vagas. O resultado mantém o estado entre os destaques do Nordeste, ocupando a 4ª posição na região e a 16ª colocação no país.
Severino Egídio da Silva, 42 anos, está neste contingente. Pedreiro, conta que no início do ano saiu de uma obra em Boa Viagem, na Zona Sul, concluído o prédio, para outra edificação, no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. “Foi um pulo, de uma obra para outra em seguida. Trabalho para mim é o que não falta”, conta ele.
Desde janeiro de 2023, Pernambuco acumula 188.983 empregos gerados, número superior ao total registrado entre 2010 e 2022, com uma diferença de 14.998 vagas, o que representa um avanço de 8,6%.
O ótimo resultado de março consolida um início de ano positivo para Pernambuco, reforçando a continuidade do ritmo de geração de empregos formais, com impacto direto na renda e na atividade econômica em todo o estado.











