Por Ricardo Antunes — O líder do PP, Eduardo da Fonte, disse a interlocutores que foi pego de “surpresa” com a decisão da governadora Raquel Lyra (PSD) de demitir todo o seu time da gestão estadual. A pelo menos dois interlocutores, Dudu da Fonte disse que nunca escondeu que estava conversando com o prefeito João Campos (PSB), mas, segundo ele, “não havia nada fechado”.
Há pouco mais de 20 dias, ele esteve no Palácio para conversar com Raquel, mas a reunião não chegou a lugar nenhum. Segundo assessores da governadora, o líder do PP pediu mais tempo para fechar seu apoio à reeleição de Raquel Lyra, fato que irritou a governadora, que achou que estava sendo “chantageada” pelo então aliado.
Desde esse dia, os dois não se falaram mais. “Ficou um clima muito ruim mesmo, mas a gente estava tentando colocar panos quentes para que o diálogo continuasse”, disse um parlamentar muito próximo ao presidente do PP.
Foi nesse vácuo, e disposto a ser candidato ao Senado de todo jeito, que Dudu da Fonte voltou a conversar com o prefeito João Campos (PSB), que estimulou essa possibilidade. Depois do encontro com Humberto Costa (PT), que lhe fez rasgados elogios, o Palácio viu que a “traição” estava confirmada. “Não tem volta”, chegou a comentar um aliado da governadora quando viu a foto de Dudu e Humberto Costa nos sites e blogs.
O OUTRO LADO
Nós tentamos contato com o deputado Eduardo da Fonte, seu filho Lula da Fonte, o presidente da Ceasa, Bruno Rodrigues, e o presidente do Porto do Recife, Paulo Nery, sem sucesso. O espaço continua aberto para suas versões dos fatos.












