Por Danilo Duarte – A pesquisa Datafolha/Rede Tribuna consolidou uma mudança no cenário estadual, com a virada momentânea da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre o ex-prefeito João Campos (PSB). O cenário pode consolidar duas figuras hoje no palanque do socialista como azarados – ou, no popular, pés frios.
A ex-deputada Marília Arraes (PDT) e o deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos) subirão no mesmo palanque de João. Tal situação ocorreu em 2014, quando Marília, ainda no PSB, rompeu com a sigla e se somou ao palanque de Armando Monteiro Neto (à época no PTB, onde Silvinho já estava). Semanas após o rompante de Marília, Eduardo Campos faleceu num acidente aéreo e Paulo Câmara, então no PSB, virou o jogo e se elegeu governador no primeiro turno.
Em 2016, ambos estiveram juntos apoiando o ex-prefeito João Paulo (PT), que terminou derrotado por Geraldo Julio (PSB), então reeleito. Na ocasião, Silvio Costa Filho foi vice na chapa do petista.
Em 2018, Silvinho (já pelo PRB) reeditou o apoio a Armando Monteiro Neto para governador. Paulo Câmara se reelegeu, numa manobra política, na qual Marília, então filiada no PT, teve a candidatura retirada pela sigla.
Em 2020, Marília foi derrotada por João Campos para prefeito do Recife. Os socialistas passaram a contar com Silvinho no palanque a partir desse ano.
Em 2022, Silvinho apoiou Danilo Cabral para governador, enquanto Marília disputou o cargo pelo Solidariedade. Ela chegou ao segundo turno, no qual recebeu o apoio da Frente Popular, mas terminou derrotada por Raquel. Agora, o rótulo de pé frio segue vivo.











