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Home Economia

Sem plano para combater crise, Brasil perde mais de 8 milhões de vagas de emprego

Esforços do governo não foram capazes de evitar aumento do desemprego, principalmente entre informais. Pela primeira vez na história, mais da metade da população em idade de trabalhar está sem ocupação.

Por Ricardo Antunes
06/08/2020 - 12:45
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De O Globo — A pandemia de Covid-19 fez com que 8,9 milhões de empregos fossem perdidos no país durante o segundo trimestre deste ano, período mais crítico da doença, na comparação com os três primeiros meses do ano. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE.

 

A queda é a maior na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. No primeiro trimestre, 92,2 milhões de brasileiros estavam ocupados, número reduzido drasticamente entre abril e junho. Hoje o país tem 83,3 milhões de ocupados.

— Além da queda ter sido muito grande, ela aconteceu num período muito curto. O impacto no mercado de trabalho foi muito grande — ressalta Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE.

Os dados indicam que todos os setores da economia foram impactados pela perda de emprego. O comércio foi o mais atingido, com mais de 2,1 milhões de pessoas perdendo vagas no mercado de trabalho no segundo trimestre.

Na construção, 1,1 milhão deixaram de trabalhar em obras e reparos. Outra queda considerável foi de serviços domésticos, com 1,3 milhão de pessoas demitidas no período.

“Além da queda ter sido muito grande, ela aconteceu num período muito curto. O impacto no mercado de trabalho foi muito grande”, ressalta Adriana Beringuy, pesquisadora do IBGE.

Trabalho informal mais afetado

Segundo a pesquisa, os profissionais informais foram mais atingidos pela pandemia. Dos 8,9 milhões que perderam o emprego no período, 6 milhões eram de informais. Isso significa que de cada 3 trabalhadores que deixou a ocupação, 2 eram informais.

Segundo a pesquisa, 2,9 milhões de pessoas com carteira assinada perderam o emprego. Hoje o país tem o menor contingente de pessoas com carteira desde 2012, quando começou a série da Pnad Contínua.

— Essa queda na ocupação está bem disseminada por todas as formas de inserção, seja o trabalhador formalizado, seja o não formalizado — analisa Adriana.

Os efeitos ainda não são sentidos por completo na taxa de desemprego, de 13,3% para o período. Pela metodologia do IBGE, é considerado desempregado apenas quem efetivamente procura emprego e não acha. Apesar do impacto ainda subdimensionado, trata-se da maior taxa para segundo trimestre da série histórica.

Quem desiste ou suspende a busca no período coberto pela pesquisa, não entra na estatística. São mais de 12,8 milhões de desocupados nessas condições.

Segundo a pesquisa, os profissionais informais foram mais atingidos pela pandemia. Dos 8,9 milhões que perderam o emprego no período, 6 milhões eram de informais.

Economistas afirmam que a alta do desemprego deve ser uma tendência nas próximas semanas. Indicadores como a taxa de isolamento estão caindo a cada dia, enquanto dados de mobilidade urbana apresentam elevação.

À medida que o distanciamento social é flexibilizado, mais pessoas tendem a procurar emprego, mas não encontrarão pelo baixo dinamismo da economia. Com isso, o mercado de trabalho fica mais pressionado.

Outros fatores como a diminuição do medo de contágio e o fim do auxílio emergencial e do seguro-desemprego também podem acelerar a alta nos próximos meses.  Com a única fonte de renda de muitas famílias ficando escassa, a tendência é que mais pessoas saiam de casa na busca por uma vaga.

Atualmente, mais da metade da população em idade de trabalhar está sem ocupação. É a primeira vez que isso acontece.

Os números por trás do desemprego

12,8 milhões de desempregados

São os brasileiros que buscaram uma vaga na semana da pesquisa do IBGE, mas não encontraram. O número ficou estável na comparação com o primeiro trimestre deste ano, muito por conta da pandemia. As pessoas desistiram de procurar emprego.

À medida que o distanciamento social é flexibilizado, mais pessoas tendem a procurar emprego, mas não encontrarão pelo baixo dinamismo da economia.

13,5 milhões na força potencial

São pessoas que não procuraram uma vaga, mas estavam disponíveis e gostariam de trabalhar e pessoas que procuraram uma vaga mas, por algum motivo qualquer (por exemplo, cuidar de um parente doente), não estavam disponíveis para trabalhar na semana da pesquisa do IBGE. Um total de 5,3 milhões passaram a integrar esse grupo na pandemia.

31,9 milhões de subutilizados

A conta considera os trabalhadores desempregados, subocupados e a força de trabalho potencial. Um total de 4,3 milhões de brasileiros entraram nesse grupo na comparação com primeiro trimestre deste ano.

77,8  milhões fora da força de trabalho

São pessoas em idade ativa, ou seja, com mais de 14 anos, mas que não estavam trabalhando nem buscando emprego. Em momentos de crise, além de aumentar o desalento, costuma crescer também o número de pessoas fora da força de trabalho. Na pandemia, 10,5 milhões de pessoas entraram nesse grupo — recorde desde 2012.

52% da população em idade de trabalhar fora do mercado

É a parcela da população em idade de trabalhar (de 14 anos ou mais) que está inserida de alguma forma no mercado de trabalho. Significa dizer que 52,1% da população em idade ativa estavam sem trabalho.

Tags: CoronavírusCrise
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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