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Home Economia

Em cinco pontos, entenda por que a economia brasileira não consegue acelerar o crescimento

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 18:41
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Por Cássia Almeida de O Globo

RIO — A economia brasileira cresceu 0,4% no segundo trimestre, ligeiramente acima do previsto pelos analistas do mercado. Depois de crescer só 1,1% em 2017 e repetir a taxa em 2018, a economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país) avançou apenas 0,7% no primeiro semestre.



O país saiu oficialmente da recessão há dois anos, mas o atual ciclo de retomada do crescimento é o mais lento dos últimos 40 anos. Mas, para o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, ainda “não dá para soltar fogos ' com o resultado do PIB.

Apesar do crescimento registrado no segundo trimestre evitar uma temida recessão técnica, a economia brasileira ainda não conseguiu se recuperar da queda do PIB de 2015 e 2016, quando a atividade recuou perto de 8%. Ainda está produzindo 5% a menos do que em 2014, antes da crise.

No semestre, o crescimento foi de 0,7% e, em 12 meses, o PIB subiu 1%. O IBGE revisou o resultado do primeiro trimestre, de queda de 0,2% para recuo de 0,1%.

Entre os componentes do PIB, a indústria subiu 0,7% no segundo trimestre ante o período de janeiro a março, os serviços avançaram 0,3% e a agropecuária recuou 0,4%.

Quando se olham as contas nacionais pelo consumo, o das famílias avançou 0,3%, os investimentos cresceram 3,2%, as exportações caíram 1,6% e as importações subiram 1%. O consumo do governo caiu 1%.

A taxa de investimento cresceu para 15,9% do PIB. No segundo trimestre de 2018, estava em 15,3%. Apesar do avanço, ainda é pouco para estimular o avanço significativo da economia e do emprego.

Já o setor de construção subiu 2% no segundo trimestre de 2019 ante igual período do ano passado, após 20 trimestres consecutivos de queda nessa base de comparação.

Entenda, em cinco pontos, por que o crescimento da economia brasileira não acelera:

Obras em São Paulo Foto: Victor Moriyama / Bloomberg

Falta de investimento público

Com o ajuste fiscal iniciado em 2014, os gastos do governo saíram de uma histórica taxa de crescimento real (descontada a inflação) em torno de 6% desde 1997, para 0,14% ao ano. Com isso, os investimentos públicos, que geram empregos, estão no menor patamar histórico. Como há despesas obrigatórias como Previdência, salários, repasses para educação e saúde, que não podem ser cortadas, os investimentos são o alvo dos cortes para diminuir o rombo fiscal, atualmente em R$ 459 bilhões nos últimos 12 meses até julho, em termos nominais, isto é, considerando também os juros que o país paga nos títulos da dívida pública.

A reforma da Previdência é aguardada porque os agentes do mercado enxergam que a mudança contribui para o controle dos gastos e afastar riscos de calote da dívida. Na foto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), entrega o texto aprovado para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP) Foto: Jorge William / Agência O Globo

Espera pelas reformas

Com a crise fiscal, e o país se endividando para conseguir fechar as contas, o setor privado ficou em compasso de espera da aprovação da reforma da Previdência e qual a economia que ela proporcionaria aos cofres públicos nos próximos anos para voltar a investir. Com isso, a taxa de investimento do país caiu de 20,7% que prevaleceu de 2011 a 2014 para 15,5% este ano. Sem investimentos, não se criam empregos, as famílias não aumentam o consumo e a atividade econômica fica parada. Apesar de não resolver o rombo fiscal este ano ou no próximo, os agentes sabem que a reforma da Previdência vai conter os gastos e afastar o risco de calote da dívida. Mas, agora, estão à espera da reforma tributária, que pode mudar a tributação sobre investimentos.

O consumo das famílias é um dos pilares que sustentam o PIB. Com um universo de 12,8 milhões de desempregados, as compras são reduzidas e, consequentemente, o PIB perde fôlego Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

12,8 milhões de desempregados

O consumo das famílias brasileiras responde por cerca de 70% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), consumo movido a renda obtida majoritariamente com salários. Com mercado de trabalho com 12,8 milhões de desempregados e gerando ocupações de baixa produtividade e salários, a economia resiste a crescer.

Queimadas na floresta amazônica podem impôr barreiras a produtos brasileiros Foto: Joao Laet / AFP

Incerteza política

Os juros estão baixos e a inflação, controlada. Mas há uma incerteza política que ainda paralisa a economia. Discussão sobre o destino da Amazônia que pode levantar barreiras não-tarifárias às nossas exportações, contestação pelo Executivo de dados dos institutos de pesquisas mais respeitados no país, relação conflituosa com o Congresso levantam dúvidas sobre o futuro do Brasil e isso também faz a economia ficar em compasso de espera.

Fábrica de tecidos no interior de São Paulo Foto: Patricia Monteiro / Bloomberg

Muita ociosidade

Com tantos anos de recessão e estagnação (desde 2014), a economia brasileira ainda está produzindo 5% abaixo do que produzia antes da recessão, com muita ociosidade. As fábricas têm máquinas paradas e ociosidade inclusive de trabalhadores. Não precisam investir se a demanda vier a crescer. Para investir, precisam ter certeza que no futuro haverá demanda e o país não continuará andando de lado.

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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