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Home Política

Entenda como Moro usou recurso do WhatsApp para entregar arquivos de Bolsonaro à Polícia Federal

Por Ricardo Antunes
03/05/2020 - 21:47
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Por Fernando Castilho – Uma das informações que mais chamou a atenção sobre o depoimento do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, foi a de que os peritos da Polícia Federal extraíram do celular do ex-ministro as mensagens trocadas com o presidente Jair Bolsonaro, incluindo as que foram deletadas para aumentar o espaço de armazenamento do aparelho.

Para quem não está familiarizado com todas as possibilidades do aplicativo WhatsApp, a atitude do ex-ministro e dos peritos enseja a adoção de uma técnica sofisticada, usando super programas e só seria possível graças a um conhecimento profundo de hackers usando supercomputadores.

Nada mais falso. Qualquer pessoa pode guardar no seu computador todas as mensagens de texto, áudio e vídeo processadas no WhatsApp bastando apenas que exporte essa conversa para outro PC ou notebook ficando assim com todas as mensagens.

Como o WhatsApp não guarda os arquivos dos seus 1,2 bilhão de usuários esses arquivos estão todos nas memorias dos smartphones dos usuários.E eles só se perdem se o usuário ou a pessoa com que conversou limpar os arquivos.

Se nenhum dos dois fizer isso, conversas de vários anos estarão disponíveis nos aparelhos. Esse gesto de guardar conversas é muito comum entre casais que vez por outra lembram fotos e vídeos importantes de suas vidas.

O ministro Sérgio Moro não pode ser chamado de hackers, mas com certeza é uma pessoa que se especializou em tecnologia da informação. Pouca gente lembra, mas já na primeira sentença que ele prolatou na Lava Jato já se usou transcrições de celulares dos condenados capturadas pelo que o WhatsApp permite.

Sergio Moro que deixou o Ministério da Justiça entregou dezenas de arquivos do WhatsApp a´Polícia Federal

Ao condenar Carlos Habib Chater e André Catão de Miranda por crime de evasão fraudulenta de divisas e Rene Luiz Pereira pelo crime de tráfico internacional de drogas naquela que seria a primeira sentença da chamada Operação Lava Jato no Brasil, Sergio Moro se utilizou dessas facilidades de captura de mensagens que o WhatsApp permite. Eles foram condenados, entre outras provas, por conversas transcritas eletronicamente dos seus celulares.

Com o passar dos anos Moro, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal usaram e abusaram do recurso de exportar as conversas dos implicados que nunca se preocuparam em limpar seus aparelhos ou ao exportar suas conversas deixaram os arquivos nos seus computadores.

Quem se dispor a ler uma das sentenças do ex-juiz vai verificar a sofisticação das peças, numeração de parágrafos e links para outros processos e documentos que hoje são usuais entre os advogados e juízes. Programas que corrigem inclusive o estilo literário do autor.

Outros programas fazem isso e uma vez clonado o número o hacker pode fazer essas copias sem que o dono do aparelho saiba copiando todos os arquivos ali contidos.

Os famosos arquivos do mensageiro Telegram dos procuradores da Lava Jato do próprio Moro, obtidos pelo The Intercept Brasil são um bom exemplo disso.

O que pouca gente percebe é que sendo todas as mensagens criptografas como arquivos digitais os registros são gravados em fração de segundos que aparecem rigorosamente nas transcrições automáticas processadas num arquivo de texto de softwares processadores de texto como Microsoft Word, por exemplo.

Por isso é que, com o conhecimento que tem dessas possibilidades de programas como WhatsApp, todas as pessoas que conhecem o ex-juiz sabem que ele pode ter entregue as Policia Federal todas as conversas áudios e vídeos que o presidente Jair Bolsonaro tenha tido com ele desde o dia em que foi convidado.

E como foi fácil para a Policia Federal fazer uma varredura completa no celular de Moro e localizar áudios de conversas do ex-ministro com Bolsonaro enviadas por aplicativo de mensagem. Inclusive com a deputada Carla Zambelli, algumas delas que também haviam sido deletadas para liberar espaço de armazenamento, mas que permanecem na memória do aparelho.

Sérgio Moro pode ter simplesmente guardado não só as conversas com o presidente, mas de todos os seus interlocutores. E para isso basta que uma vez por semana tenha exportado todas as conversas que julgava importantes. Como fazem ate hoje todos os policiais quando apreendem o celular de um investigado.

E se você quiser guardar os arquivos de suas conversas basta seguir o tutorial abaixo.

Como salvar todas as conversas do WhatsApp

Abra o WhatsApp no grupou ou no usuário que seja copiar.
No canto superior direito do seu celular, vá no conjunto de três pontos.
Abra na janela “Mais”
Vá na linha “Enviar por e-mail”.
Se tiver arquivos de áudio, imagem vídeo etc. aparecerá uma janela como duas opções
“Anexar mídia aumentará o tamanho da mensagem de e-mail”
Se desejar ter as imagens e demais arquivos escolha a opção “Anexar mídia”
Escolha um endereço (Gmail), por exemplo, e envie
Abra o computador e verifique os arquivos
Quando o arquivo for enviado para um endereço no Gmail, por exemplo, aparecerá todo o banco do imagens e mais um arquivo “.txt”
O arquivo .txt estará identificado como “Conversa do WhatsApp com” e o nome do grupo ou da pessoa de origem do arquivo.
Aparecerá as conversas apenas com o texto. Faça o download.
O arquivo de download abrirá, automaticamente, numa nova janela onde a conversa .txt aparecerá sem formatação com as linhas coladas.
Copie o arquivo integral com o mouse e abra um novo arquivo num processador de textos como o Word.
Cole o arquivo que será agrupado de acordo com a hora da conversa, por exemplo, (04/05/20 6:59 PM) e o texto da conversa.
Salve o arquivo normalmente.
Observação:
Os arquivos de imagem virão com a indicação IMG mais o número assim como os de vídeo VID.
As imagens estarão indicadas e os links com https://www mais o endereço. Os demais arquivos virão com: VID.mp4 (arquivo anexado)
Você pode arquivá-los numa pasta específica.
Importante: Numa pesquisa é importante salvar as conversas antes que o grupo ou usuário delete as fotos que nesse caso não estarão disponíveis.
Serve para consulta mesmo que o arquivo original seja apagado no aparelho

Tags: Moro
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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