Por Ricardo Antunes – O esquema que desbaratou a rachadinha na Alepe, com desvios que podem ter chegado a R$ 6 milhões, feito pela Polícia Civil, não atingiu apenas os ex-deputados Romário Dias e Leonardo Dias.
Está mais que claro que a estrutura investigada tem ramificações com este grupo político. Nossa equipe de jornalismo investigativo cruzou dados e encontrou mais um operador com vínculos com o grupo político do Avante.
Dessa vez, o nome é Ario Krishnamurti Machado de Albuquerque, que trabalha como secretário parlamentar no gabinete do deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), com salário que gira em torno de R$ 12 mil.

Não temos informações se esse tipo de “modus operandi” está sendo feito no gabinete do deputado em Brasília. Ario foi alvo direto da Operação Draft, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga crimes contra a administração pública, como peculato, concussão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
No cumprimento de mandado de busca e apreensão em seu apartamento, no bairro da Madalena, no Recife, os agentes apreenderam um celular iPhone 12 e diversos documentos, incluindo contracheques e uma pasta com materiais considerados relevantes para a investigação.

Segundo a polícia, o grupo atuava de forma estruturada para manter um esquema de “rachadinha” em gabinetes parlamentares, com retenção de salários de assessores e uso de mecanismos para ocultar a origem dos valores.
A investigação segue em andamento e deve aprofundar o papel de cada envolvido dentro da engrenagem do esquema.








