Da Assessoria – Um grupo de estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Campus Recife, corre contra o tempo para garantir a participação na nova edição da YaleMUN Brasil, simulação da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada por estudantes da Universidade de Yale (EUA). O evento ocorrerá em Brasília, de 14 a 16 de agosto. Única escola de PE selecionada para levar delegações, os alunos pernambucanos enfrentam limitações financeiras para custear a viagem.
Para viabilizar a ida de toda a delegação, o Clube de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Mello (CRI-SVM) lançou uma campanha de arrecadação na internet e espera sensibilizar as pessoas para conseguir embarcar rumo ao conhecimento. A meta é atingir R$ 30 mil para cobrir passagens aéreas, hospedagem e alimentação durante os quatro dias de viagem.
As contribuições financeiras podem ser feitas diretamente pelo link da campanha:
O CRI-SVM é vinculado à Diretoria de Relações Internacionais do Instituto Internacional Despertando Vocações (IIDV) é coordenado pelo professor Erick Viana, do IFPE.
Durante a conferência, os integrantes do Clube, Beatriz Eloi, Victoria Fonte, Agatha Dutra, Abner Adriel, Letícia Silva e Leticia Serino atuarão como ‘diplomatas’ de diferentes países em discussões sobre crises globais.

Nas simulações, eles deixarão de ser estudantes de Pernambuco para virarem negociadores, líderes e articuladores políticos para a solução de conflitos globais. A missão? Resolver crises internacionais reais, a exemplo da extração de petróleo na Amazônia ou o equilíbrio econômico de países emergentes.
Metade do grupo participará da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), discutindo mineração responsável e extração de petróleo na Amazônia. A outra parte integrará o Conselho Econômico e Social (ECOSOC), com foco no desenvolvimento de economias dependentes de commodities.
Se conseguir arrecadar os recursos para a viagem, essa será a realidade que aguarda o grupo de estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A YaleMUN Brasil é uma das simulações acadêmicas da Organização das Nações Unidas (ONU) mais prestigiadas do mundo, organizada por estudantes da renomada Universidade de Yale (EUA). O grupo pode ser contactado pelo instagram do CRI-SVM: https://www.instagram.com/cri_svm?igsh=MTZ2cW56MW4wdzA4OA%3D%3D
Ampliando horizontes
Para os estudantes de escola pública, a participação vai além do aprendizado acadêmico sobre geopolítica, representando uma oportunidade de transformação social. “Vivenciar esses debates nos mostra que temas complexos podem ser compreendidos e resolvidos de forma prática. O Clube CRI-SVM traduz a política internacional para a nossa realidade e abre portas que antes pareciam inacessíveis para estudantes da rede pública”, afirma Victória Fontes, 19 anos (aluna de Segurança do Trabalho).
A estudante Agatha Dutra, 17 anos, (Eletrotécnica), que participará das discussões ambientais, ressalta o impacto da representatividade na conferência. “Estar nesse espaço significa levar a voz e a perspectiva de estudantes do Nordeste para um evento internacional. O impacto social é real porque nos capacita como lideranças prontas para propor soluções que afetam diretamente a vida das pessoas”, ressaltou.
Historicamente, as resoluções e documentos redigidos por jovens nessas simulações ficam arquivados e podem ser consultados por organismos internacionais. A meta dos estudantes agora é garantir o valor necessário na plataforma online para que Pernambuco esteja representado nas mesas de negociações, em Brasília.
Para a estudante Beatriz Eloi, 17 anos, (Segurança do Trabalho), a simulação tira os participantes da teoria e exige uma aplicação prática imediata de diplomacia e liderança. “O conhecimento técnico e a capacidade de debate são as únicas ferramentas que temos ali para sentar à mesa com estudantes do mundo todo, negociar acordos e construir caminhos reais para a resolução de conflitos globais”, ressaltou.
Criação e democratização
O Clube de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Mello, cujo nome homenageia o icônico diplomata brasileiro morto em um atentado no Iraque, nasceu em 2019 e foi oficializado em 2021, com o propósito de democratizar o acesso à geopolítica. O projeto ensina liderança, oratória e negociação internacional de forma simples para quem muitas vezes nem sabia que a diplomacia era um caminho possível.
O impacto é real. Em edições passadas, membros do projeto já chegaram a viajar para Boston e trouxeram premiações da simulação de Harvard. Na avaliação da estudante de economia e ex-aluna do IFPE, Julia Lima, 22 anos, participar do CRI foi o grande divisor de águas que moldou sua forma de pensar e direcionou sua carreira. “Hoje, trabalhando no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em Washington, vejo o quanto a imersão cultural e linguística da simulação da ONU me preparou para o mercado internacional”, disse.
De acordo com Júlia, o Clube de Relações Internacionais do IFPE desenvolve habilidades que vão muito além da teoria. “Ele trabalha a oratória, a capacidade de argumentação e trabalho coletivo. Essa bagagem sinaliza um diferencial acima da média em processos seletivos globais. O CRI foi essencial para abrir meus horizontes, e eu defendo muito esse projeto para que as próximas gerações tenham as mesmas oportunidades”, afirmou.











