Por Ricardo Antunes – A advogada Maria Emanueli de Moura Soares, que acionou no Ministério Público do Trabalho o diretor-presidente do Detran, Vladimir Lacerda, por assédio moral e assédio sexual velado, diz que ele não se relacionava com ela como uma profissional, mas como quem avalia um “objeto”.
“Meu corpo virou pauta, minha recuperação médica virou motivo de chacota”, relata, em áudio gravado para o blog, referindo-se à cirurgia estética no abdome a que se submeteu, motivo de comentários que classifica como grosseiros e abusivos do diretor-presidente do Detran.
Condena com veemência as comparações sobre sua cirurgia como “martelinho de ouro” e conserto de lanternagem que diz ter feito Vladimir Lacerda, conforme registrou na notificação ao Ministério Público do Trabalho.
Acentua que os abusos de que foi vítima atingem não uma mulher, mas toda a sociedade. “Quando este tipo de violência se normaliza dentro do Estado, deixa de atingir uma mulher para atingir a sociedade”, declarou. Assinala ter sido vítima de assédio sexual “travestido de brincadeira institucional”, com uso do ambiente de trabalho e do cargo.
O OUTRO LADO
Procurado o presidente do Detran-PE ficou de enviar uma nota sobre as acusações há mais de 4 horas. Sua permanência no cargo é considerada como insustentável.
Confira sua fala:











