Da Redação – Tão logo o marqueteiro Rafael Marroquim ingressou na campanha do presidente Lula (PT) neste segundo turno, panfletos apócrifos contra o adversário Flávio Bolsonaro (PL) começam a circular nas ruas. A estratégia lembra os materiais encontrados nas ruas do Recife contra a governadora Raquel Lyra (PSD), que supostamente teriam sido espalhados por pessoas apoiadoras da campanha de João Campos (PSB), para quem Marroquim trabalhava até o último domingo, quando o socialista foi humilhado nas urnas.
Não há vinculação direta entre o marqueteiro e os panfletos, mas não deixa de ser uma coincidência no modus operandi. A questão é que dificilmente estratégias iguais produzem resultados diferentes na política, especialmente num curto espaço de tempo.
As estratégias do núcleo de comunicação de João Campos, formado por Marroquim e pelo intragável Gilberto Prazeres, contabilizaram erros a mil. Com Lula desesperado e vendo a derrota no radar, trouxe uma série de derrotados para perto na iminência de tentar reverter o resultado em três semanas. Além do marqueteiro, o presidente buscou um velho aliado: o também marqueteiro João Santana, derrotado no Ceará com Ciro Gomes (PSDB).
Não satisfeito, Lula ainda abriu espaço para o deputado federal reeleito André Janones (PT-MG) montar um exército virtual. Janones, quase um Pablo Marçal da esquerda, perdeu 100 mil votos de uma eleição para a outra com as estratégias que vem propondo ao presidente. A tempestade não está fácil em Brasília.









