Da Redação – O segundo painel do Facto Seminário desta sexta-feira (3) foi dedicado à comunicação e às eleições gerais de 2026. A jornalista Ana Dubeux, do Correio Brasiliense, falou dos bastidores do jornalismo no centro do poder de Brasília.
Para ela, o poder do jornalismo está nas ruas, nas conversas com as pessoas e na população em geral. “A gente fica muito presa aos temas da política partidária, gastando tempo com brigas e confusões. Acho que temas urgentes devem ser tratados pela imprensa, como a questão das mulheres, a escala seis por um. Pautas verdadeiramente importantes, em vez de colocar a mesmice, as coisas de dia a dia”, observou.
“Quando estamos no centro do poder, a gente não deve confundir essa proximidade e sim olhar para as pessoas, discutir o que verdadeiramente interessa”, completou Dubeux.
O colunista Igor Gadelha (Metrópoles) abordou os temas e desafios que vão pautar a cobertura das eleições. Para ele, a polarização está cristalizada na política nacional, com espaço reduzido para uma terceira via.

“Há um desejo do mercado, mas está dificil. O principal desafio do Lula e do Flávio Bolsonaro (PL) é tentar angariar apoio dos partidos do centrão já no primeiro turno. Será uma eleição marcada pela disputa de legados. Lula vai tentar defender o dele, Flávio vai tentar defender o do pai. Acredito que o principal tema deve ser o Caso Master, e também a farra do INSS. Vai ter uma pauta internacional muito forte, com o tarifaço dos Estados Unidos e a relação com Donald Trump. Por fim, segurança pública e a anistia ao 8 de janeiro também devem estar na pauta”, elencou.
Para o jornalista Wilson Lima, do portal O Antagonista, também citou a consolidação de duas correntes ideológicas, fenômeno chamado de bolsopetismo.
“Sinto muito, mas não é hora da terceira via. Hoje há um claro desgaste em relação aos dois principais polos que dominam o cenário político. Mas ambos não deram qualquer possibilidade de surgimento de uma terceira via. Lula tem um caminho complicado para uma eventual reeleição, e Flávio tem em seus aliados o principal gargalo para conseguir vencer o petista”, analisou Gadelha.












