Por Cézar Feitoza, do SBT – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta sexta-feira (6) não poderia concordar com a operação que prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro sem ter tempo para analisar com profundidade as informações levantadas pela Polícia Federal.
As mensagens em que Vorcaro ameaçava “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e determinava o monitoramento de opositores são de meados de junho de 2025, segundo apurou o SBT News.
Em manifestação sigilosa enviada ao ministro André Mendonça nesta sexta, Gonet diz que sem exame criterioso, “não seria possível concordar (ou discordar) com o que era proposta”.
“Os fatos –-mesmo os mais graves-– não podem deixar, por exemplo, de ser situados no tempo, até mesmo para que os pressupostos das medidas requeridas sejam avaliados em boa técnica. Recorde-se que a gravidade do delito, como ensina a boa jurisprudência do STF, não basta em si para justificar toda e qualquer medida cautelar”, diz Gonet.
O PGR diz que a consideração para com os direitos fundamentais, tanto de vítimas como de investigadores, é “indeclinável”.
“O impacto de certas providências cautelares de ordem penal sobre valores fundamentais pode ser exemplificado no evento fúnebre ocorrido durante a operação realizada”, prossegue Gonet, em referência à tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro.












