Por Ricardo Antunes
Ser analista político requer muitas coisas, mas algumas delas são fundamentais: trabalhar com fatos, com números, com fontes e com o óbvio. Não existe mistério ou fantasmas na política. Claro que o impoderável existe, mas é preciso não ser covarde e não ter medo de antecipar os fatos. Quando se faz isso sem paixão ou torcida é bem mais fácil. Veja no final o que disse o Estadão agora há pouco. É o que publicamos no face do blog há 48 horas.
Análise sem paixão e sem torcida virou coisa rara no Fla X Flu de 2018. Por isso, nessa reta final repetimos o cenário que estava posto. Bolsonaro encarnou o “anti sistema” e o “anti petismo” que emergiu das ruas em 2016 e foi ignorado por Lula ao insistir em isolar, novamente, Ciro Gomes.
O que aconteceu?
Não teremos virada alguma.
Não teremos golpe militar algum.
Torcer também faz parte. Você que é militante e que também passou por aqui para o bom debate, para criticar, para contestar nossa opinião ou para concordar, fique à vontade.
Jair Messias Bolsonaro vai ganhar no voto e deve ser respeitado como novo presidente.
A oposição deve analisar seu erros e fiscalizar o novo governo, além de cobrar as promessas do candidato eleito.
O novo presidente deve baixar o tom (recebeu também muito ataques desleais) e tratar de trabalhar e cumprir o mandato que a maioria da população vai lhe conferir no dia 28.
A democracia é assim.
E a vida de todos nós segue depois do embate que dividiu o país e desfez amizades, produziu ódio e gerou uma ‘vibe ruim’.
Aqui nesse espaço todo mundo teve voz. Não tive um só amigo petista excluído ou que me excluiu. Quando disse que votei em Amoedo e que votarei em branco, recebi muitas críticas.
Não excluí ninguém e ninguém me excluiu por isso.
Fico feliz e com a certeza do dever cumprido de informar, analisar e mostrar os dois lados.
Sempre sem deixar de dar minha opinião.
Leiam o texto do Estadão:
“Só um “tsunami” poderia fazer Jair Bolsonaro (PSL) não ser eleito presidente da República no próximo domingo, 28, nas palavras do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Em entrevista ao Broadcast Político/Estadão, ele afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018.
“A grande dúvida, como não haverá debate na TV e os fatos são esses que estão acontecendo, é qual vai ser a diferença (para Haddad)”, diz Montenegro.
Na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na última terça-feira, 22, Bolsonaro apareceu com 57% das intenções de voto contra 43% de Fernando Haddad (PT), em um cálculo que considera apenas os votos válidos. A diferença entre os dois é de 14 pontos, conforme o levantamento.

A vantagem do vencedor dependerá da acomodação final de votos dos eleitores que hoje se dizem indecisos e das abstenções, afirma Montenegro. “As abstenções podem correr de uma forma homogênea ou ficarem maiores em determinadas regiões”, aponta.
No levantamento divulgado pelo instituto no último dia 23, 3% dos eleitores se dizem indecisos ou não responderam ao questionamento sobre intenção de voto.
O Nordeste, região que declara mais simpatia por Fernando Haddad, pode registrar uma abstenção maior no segundo turno, diz o presidente do instituto.
Como a eleição foi decidida logo na primeira etapa em sete Estados nordestinos, parte do eleitorado pode ficar desmotivada à ir às urnas por não haver um candidato ao governo estadual que puxe votos, argumenta Montenegro.”










