Da Redação – O influenciador e candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD), aliado da governadora Raquel Lyra (PSD), criticou a Record após a emissora divulgar uma reportagem sobre uma empresa investigada pela Polícia Federal (PF) por supostamente disseminar notícias falsas contra adversários políticos do governo de Pernambuco.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ni acusou a emissora de criar uma “cortina de fumaça” em momentos de desgaste político de João Campos (PSB) e desafiou o Domingo Espetacular a abordar gastos da gestão do socialista na Prefeitura do Recife e o episódio que ficou conhecido como “Fura Fila”.
“Todas as vezes que aparece algo que coloca João Campos em uma situação de desgaste político, aparece algo como uma cortina de fumaça tentando esconder o que está acontecendo de verdade”, afirmou. A reportagem da Record afirma que a Polícia Federal investiga uma empresa que teria divulgado notícias falsas na internet e que mantém contratos com o governo de Pernambuco. Segundo a emissora, uma rede formada por centenas de perfis seria utilizada para promover ataques contra adversários, principalmente João Campos. Ni contestou a narrativa e afirmou que Raquel e a vice-governadora Priscila Krause (PSD) é que seriam alvos frequentes de ataques nas redes sociais.
“Estão tentando trazer essa narrativa de gabinete do ódio, de perseguição, mas, se existir um gabinete do ódio, garanto a vocês que não é do lado de cá, é do lado de lá”, disse. Ao criticar a cobertura da Record, Ni citou o caso “Fura Fila”, que ganhou repercussão entre o fim de 2025 e o início deste ano. A polêmica envolveu a nomeação de Lucas Vieira Silva para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) no concurso para procurador judicial do Recife.
Lucas havia disputado originalmente pela ampla concorrência e ficado na 63ª colocação, mas posteriormente pediu para ingressar na lista PCD após apresentar diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). A administração municipal aceitou a mudança, apesar de parecer técnico contrário, e o candidato foi nomeado. Após a repercussão e questionamentos de entidades da carreira, a Prefeitura recuou da decisão. João Campos classificou as acusações envolvendo o episódio como “oportunismo político e eleitoral claro”.
Ni questionou a ausência, segundo ele, de uma cobertura semelhante da Record sobre o episódio. “Cadê o Domingo Espetacular fazendo uma matéria sobre o escândalo do Fura Fila?”, questionou. Raquel Lyra também reagiu à reportagem e negou envolvimento com a suposta estrutura de ataques. A governadora acusou o PSB de recorrer a “velhas práticas” e afirmou que sua campanha também tem sido alvo de ataques e notícias falsas. “Quem disso usa, disso cuida. Não sou eu. Claro que eu jamais faria isso”, declarou.
A governadora informou ainda que Amisadai Andrade da Silva, servidor citado pela Record, foi exonerado do governo de Pernambuco e afirmou que seriam adotadas “as medidas cabíveis” para esclarecer o episódio. Ni, por sua vez, afirmou que a repercussão não deverá prejudicar eleitoralmente Raquel. “Isso não vai afetar Raquel Lyra e isso só mostra que ela está no caminho certo”, concluiu.











