Por André Beltrão- O prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), esteve a um passo de ser afastado das funções ontem (25), após pedido da Polícia Federal no âmbito da Operação Vassalos, que investiga supostos desvios de emendas parlamentares. Ele foi sucessor do ex-prefeito Miguel Coelho, apontado como integrante de uma organização criminosa. A família controla o município há mais de 15 anos.
A PF solicitou o afastamento do gestor, mas a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a medida. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, seguiu o parecer da PGR e negou o pedido.
Simão é aliado do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), de quem foi vice antes de assumir a prefeitura, em março de 2022, após a renúncia do então gestor para disputar o Governo do Estado.
Reeleito em 2024, Durando tem como vice Ricardo Coelho, primo de Miguel, que está sendo preparado para dar continuidade à trajetória política do grupo.

Além do prefeito, Fernando Bezerra, Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho também foram alvos de mandados de busca e apreensão. Ao todo, o STF expediu 42 mandados em cinco estados.
Segundo a PF, há indícios de atuação de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar licitações e desviar recursos públicos, com possíveis crimes como fraude, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A suspeita é que o esquema tenha movimentado bilhões em recursos.
Procurado, o prefeito disse que os recursos das emendas foram aplicados corretamente. A defesa de Fernando Bezerra e Fernando Filho afirmou que ainda não teve acesso à decisão. Miguel Coelho atribuiu a operação a questões políticas e àqueles que não querem ver Petrolina “crescer”.












