Por Vinícius Sales – O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que não vê problema na concessão do metrô do Recife à iniciativa privada, mas criticou o modelo desenhado por não prever a expansão da malha. A declaração foi dada nesta segunda-feira (17), durante sabatina no Sistema Jornal do Commercio.
“Se é um modelo que passa por uma concessão, não vejo problema. Agora, quando se fala de concessão, é importante dizer isso, pessoal: concessão não é uma coisa única. Tem várias formas de concessão”, afirmou.
Para Campos, o ponto central de uma eventual concessão deve ser o interesse dos passageiros. O socialista defendeu que o processo não se limite à recuperação da estrutura existente, mas inclua também a ampliação do sistema metroviário.
“Eu não vejo problema de concessão de metrô, desde que o interesse do usuário seja o ponto principal”, disse.
Ao tratar da modelagem prevista para o metrô, Campos classificou como uma falha grave a ausência de expansão da malha no planejamento de longo prazo.
“O metrô, no modelo desenhado, tem uma falha que eu julgo grave: não prevê expansão. Como é que você vai desenhar um modelo para os próximos 30 anos que não prevê expansão?”, questionou. O candidato defendeu que a recuperação do sistema atual e sua ampliação sejam realizadas em duas frentes. Para ele, a urgência em solucionar os problemas enfrentados atualmente pelo metrô não deve impedir o planejamento de novas conexões.
“É decisiva a expansão do metrô do Recife. Então, não é porque ele está precisando ser requalificado que você deve esquecer uma expansão. Não. Tem que ter as duas frentes, a requalificação e a expansão”, declarou.
Campos afirmou ainda que pretende conduzir as discussões sobre o transporte metropolitano com a participação dos prefeitos das cidades envolvidas, independentemente das diferenças partidárias.
“Não é porque o prefeito de uma cidade vizinha não é do meu partido, não me apoia, que eu vou deixar de ouvir e participar. Tem que tratar de forma institucional e de forma séria as coisas sérias”, afirmou.
Para o socialista, a ausência de previsão para ampliar a malha é o principal problema do modelo apresentado para o futuro do sistema. “Um modelo que não prevê expansão, eu vejo como um erro. Isso é decisivo”, concluiu.












