Por Ricardo Antunes – O marketing do prefeito João Campos (PSB) já decidiu: duas das principais figuras ligadas ao partido, o ex-prefeito Geraldo Júlio e o ex-governador Paulo Câmara, devem ficar distantes da campanha. O fato já foi motivo de comentários ontem (20), durante o lançamento da chapa majoritária.
Alguns ex-secretários que trabalharam nas duas administrações até passaram pelo evento, como foi o caso de Alexandre Rebêlo, que é um técnico muito conceituado. Ele ocupou cargos estratégicos como secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco e secretário da Fazenda na gestão de Paulo Câmara; além de ter sido secretário de Planejamento e Gestão durante a administração do então prefeito. Hoje, Rebêlo comanda a Secretaria de Ordem Pública e Segurança do Recife, de Campos.
Apadrinhado pelo ex-governador Eduardo Campos, quando buscava se afastar do PT, que governou o Recife no período de 2001 a 2012, Geraldo Júlio sofreu três operações da Polícia Federal. As ações investigaram suspeitas de irregularidades na compra de insumos, equipamentos e a contratação de uma Organização Social durante a pandemia.
A mesma coisa aconteceu com Paulo Câmara durante seu período à frente do Palácio do Campo das Princesas, entre 2015 e 2022. Sua gestão foi alvo de 2 operações da Polícia Federal. Ambas envolvendo suspeitas de corrupção em contratos públicos. Atual presidente do Banco do Nordeste, ele também foi outro nome técnico que estreou na vida pública por Eduardo Campos.
Mesmo sem nenhuma condenação judicial essas “manchas”, no entanto, devem ser exploradas pelos adversários durante a campanha, e a ordem é blindar João Campos dessa associação. Isso já pôde ser percebido ontem: nenhum dos vários discursos mencionou o legado de Geraldo Júlio — hoje consultor do Grupo João Santos —, nem o de Paulo Câmara.
É isso.











