Por Vinicius Sales – O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a acusar o governo de Raquel Lyra de manter uma suposta “estrutura de ódio” para atacá-lo durante discurso no lançamento do comitê da vereadora do Recife Liana Cirne (PT), candidata a deputada federal, nesta quinta-feira (27).
A declaração ocorreu no mesmo dia em que o Blog do Ricardo Antunes divulgou um vídeo de 2022 no qual Campos aparece parabenizando Amisadai Andrade pelo nascimento da filha. Amisadai é apontado nas denúncias recentes como um dos envolvidos no suposto “gabinete do ódio” que teria atuado contra o pessebista.
João não falou com a imprensa durante o evento. Por isso, não foi possível questioná-lo sobre o vídeo nem sobre se conhecia Amisadai e qual era a relação entre os dois. O registro da mensagem de 2022, isoladamente, não permite determinar o grau de proximidade entre eles.
No discurso, Campos não mencionou Amisadai, mas voltou a dizer que teria sido alvo de ataques promovidos a partir de uma estrutura ligada ao governo estadual.
“Só eu sei o quanto eu fui atacado, agredido, e quanto eu vi uma estrutura de ódio montada nos laços do governo do Estado para me atacar. E nada como o tempo de Deus e a verdade mostrando aquilo acontecendo”, afirmou.
Vídeo foi publicado em 2022
A publicação localizada no perfil de Amisadai mostra uma mensagem gravada por João Campos em abril de 2022 para parabenizá-lo pelo nascimento da filha. O material voltou a circular em meio às acusações feitas pelo PSB contra o governo Raquel Lyra sobre a existência de uma suposta “milícia digital”.
Nesta quinta-feira, a equipe jurídica de Campos detalhou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra Raquel no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Um dos eixos da ação trata justamente do alegado “gabinete do ódio”.
A campanha de Raquel nega as acusações e afirma que as denúncias apresentadas pelo PSB são “sem provas”. Em nota divulgada nesta quinta, o grupo da governadora também anunciou que pretende recorrer à Justiça para responsabilizar quem, segundo a campanha, constrói ou propaga mentiras contra Raquel.
Durante o evento de Liana Cirne, Campos afirmou ainda que não pretende entrar no que classificou como “debate rasteiro” durante a campanha e concentrou parte do discurso em críticas à gestão estadual e na apresentação de resultados de sua passagem pela Prefeitura do Recife.










