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João Gilberto: O verdadeiro pai da bossa nova

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 18:04
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Por João Máximo de O Globo

Antônio Carlos Jobim talvez exagerasse ao dizer que João Gilberto, antes mesmo de gravar “Chega de saudade”, já tinha influenciado “toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores.” Mas logo o exagero se transformou em profecia plenamente confirmada: a partir justamente de seu primeiro disco — “Chega de saudade” de um lado”, “Bim bom” do outro — o baiano de 27 anos fez seguidores não só na sua, mas em outras gerações.



A bossa nova é João Gilberto. É ele o seu criador, seu formatador, sua marca. Apesar de historiadores se referirem a uma “santíssima trindade” — João dividindo com Tom Jobim e Vinicius de Moraes as honras de pais do chamado “movimento” — os enormes talentos do maestro e do poeta representaram mais um aval às mudanças que ocorreriam na música brasileira a partir de João.

Em troca, mesmo indo por outros caminhos, Tom e Vinicius se beneficiaram ao serem reconhecidos como partes da bossa nova. Sobretudo Tom, em suas performances nos Estados Unidos.Desde o histórico “Chega de saudade” (1958), João Gilberto esteve presente em praticamente tudo, das reuniões no apartamento de Nara Leão ao espetáculo no Carnegie Hall, em 1962, dos shows universitários ao lançamento de “Garota de Ipanema” no Au Bon Gourmet (também em 62), única vez em que a trindade atuou junto.

Fundamentais foram os três primeiros LPs, os únicos na Odeon (João Gilberto processaria a gravadora quando, para a edição em CD, ela juntou fora de ordem todas as faixas dos três LPs). Nos discos originais, João Gilberto estabeleceu o que seria, para sempre, sua relação com a música: só cantar, só tocar, só se acompanhar no que gosta, sempre no seu estilo, independentemente de autor, data, gênero, popularidade, apelo comercial.

Até o fim da vida, será o único intérprete brasileiro a gravar disco ou fazer show reunindo canções tão desiguais como inéditas de Jobim & Newton Mendonça e clássicos de Ary Barroso e Dorival Caymmi; novidades dos “garotos” Carlos Lyra, Menescal & Bôscoli e velhas versões de Nilo Sérgio e Haroldo Barbosa; antigos como Herivelto Martins, Janet de Almeida, Noel Rosa, Bororó e sambistas como Geraldo Pereira, Zé-com-Fome, Bide & Marçal; e surpreendentes solos de violão, como “Um abraço no Bonfá”, em que pede emprestado o requintado estilo do homenageado. Sem falar, claro, em Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e outros da geração que começou a fazer música depois de ouvir “Chega de saudade”

Até o fim da vida, será o único intérprete brasileiro a gravar disco ou fazer show reunindo canções tão desiguais como inéditas de Jobim & Newton Mendonça, clássicos de Ary Barroso e Dorival Caymmi, novidades dos “garotos” Carlos Lyra, Menescal & Bôscoli, velhas versões de Nilo Sérgio e Haroldo Barbosa, antiguidades de Herivelto Martins, Janet de Almeida, Noel Rosa, Bororó, sambistas como Geraldo Pereira, Bide & Marçal, Zé-com-Fome. Mais raros, mas notáveis, são seus solos de violão, como “Um abraço no Bonfá”, em que pede emprestado o requintado estilo do homenageado e acrescenta a ele citações ao gênio de Garoto.

Foi mesmo João Gilberto quem abriu caminho para a música brasileira no exterior. Excursionando com seu trio pelo Brasil, em 1961, o guitarrista americano Charlie Bird ouviu “Chega de saudade”, vibrou, e convidou o saxofonista Stan Getz a gravar com ele, numa igreja de Washington, o LP “Jazz samba”. Ou seja, um disco de leituras suas de “Desafinado”, ““O pato” e outras canções aprendidas nos discos de João. Foi a chegada da bossa nova nos EUA, anterior ao concerto no Carnegie Hall.

Mas voltemos à vida e à carreira de João. Antes de gravar o segundo LP, “O amor, o sorriso e a flor”, João Gilberto casou-se com Astrud Evangelina Weinert, uma jovem baiana moradora de Copacabana desde seus oito anos. Conheceu-a na casa de Nara Leão e com ela participou do histórico show de bossa nova na Faculdade de Arquitetura. O casamento durou quatro anos e dele nasceu, em 1960, João Marcelo, futuro contrabaixista. Nesse período, João Gilberto participou de shows e programas de TV, gravou jingles, trabalhou no que pôde, enquanto preparava o novo LP.



Astrud também queria ser cantora, mas não foi como tal que viajou com João Gilberto e Jobim a Nova York para os dois gravarem, já em abril de 1963, com o saxofonista americano Stan Getz, um autêntico LP de bossa novo. No meio da gravação, Astrud pediu para cantar ”Garota de Ipanema” em inglês. João Gilberto não concordou, mas Getz, Jobim e o produtor Creed Taylor aprovaram, e assim, ela iniciou, com a edição em compacto vendendo dois milhões de cópias, vitoriosa carreira nos Estados Unidos.

Quanto ao LP, “Getz-Gilberto”, fez sucesso. Recordes de venda, quatro Grammys, saudado pelos músicos de jazz (Miles Davis teria dito que “até lendo jornal, João Gilberto soa bonito”), o disco universalizou de vez a bossa nova. Já separada de João Gilberto e envolvida com Getz, Astrud se tornaria tão famosa quanto o ex-marido. Nunca mais voltaria ao Brasil.

No mesmo 1963, João Gilberto excursionou pela Europa. Em sucessivas viagens de ida e volta aos Estados Unidos, e uma ou outra visita profissional ao Brasil, cantou na Inglaterra, Holanda, França, Portugal, Espanha, Alemanha, Bélgica, Itália, Suiça (Festival de Montreux). E também no México e no Japão. Em Paris, já separado de Astrud, conheceu Heloisa Buarque de Holanda, a Miúcha. Casaram-se, formaram uma parceria musical, viveram nos Estados Unidos e lá, em 1966, tiveram uma filha, Isabel, a Bebel, cantora com carreira e residência dividida entre os dois países.

Em 1979 o Brasil recebe João Gilberto de novo, definitivamente. Valoriza seu ídolo, mas desenvolve com ele uma relação de reverente estranhamento. As próximas décadas seriam de shows escassos e algumas poucas novidades musicais, em forma de disco.

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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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