Por André Beltrão – Na decisão que autorizou a operação Concorrência Simulada, o juiz Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara Criminal Federal da Paraíba, negou o pedido de interceptação telefônica contra o delegado Diogo Gonçalves Bem, mas autorizou a medida contra a esposa dele, Larissa Saraiva Alencar.
O pedido havia sido feito pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, dentro da ação que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudar seleções de alto nível, como o Concurso Nacional Unificado (CNU).
Na decisão, o magistrado entendeu que não há elementos suficientes, neste momento, que justifiquem a interceptação do delegado. Por outro lado, considerou que existem indícios mais consistentes em relação à participação da esposa no esquema, autorizando o monitoramento telefônico dela.

As investigações da PF-PE apontam que Diogo Gonçalves pagou a quadrilha para que a esposa, Larissa Saraiva Amando Alencar, conseguisse passar no Concurso Nacional Unificado (CNU) para o cargo de auditor fiscal do trabalho no Ministério do Trabalho e Emprego. Larissa foi aprovada em primeiro lugar para o cargo.
Além da interceptação, o juiz também autorizou medidas como busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Ao todo, várias pessoas foram incluídas nas diligências, com foco em reunir provas sobre a atuação do grupo e possíveis casos de lavagem de dinheiro.
O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos à medida que o material coletado for analisado pelas autoridades.












