Da Redação — A Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça italiana, decidiu nesta quinta-feira (21) não extraditar a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil e determinou sua soltura imediata.
A decisão surpreendeu tanto a defesa da ex-parlamentar quanto representantes do governo brasileiro. “Foi uma surpresa muito boa”, afirmou o advogado Fabio Pagnozzi. Já a Advocacia-Geral da União (AGU) classificou o resultado como “inesperado”.
Zambelli estava presa desde julho, após condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por contratar um hacker para inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Logo após deixar a prisão em Roma, a ex-deputada divulgou um vídeo afirmando que “a Justiça vai ser feita”.
A defesa alegou perseguição política, problemas de saúde e condições inadequadas do sistema prisional brasileiro. A justificativa oficial da decisão da Corte italiana deve ser divulgada em até 15 dias.
Apesar da vitória no caso do CNJ, Zambelli ainda responde a um segundo pedido de extradição relacionado ao episódio em que sacou uma arma e perseguiu um homem nas ruas de São Paulo, na véspera das eleições de 2022.
Condenada pelo STF, Carla Zambelli acumula penas que somam mais de 15 anos de prisão. Ela renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro do ano passado.











