Por Vinícius Sales — Anunciado como segundo suplente de Túlio Gadêlha (PSD) na disputa pelo Senado, o cacique Marcelo Pankararu (Avante) afirmou, nesta quinta-feira (13), que sua entrada na chapa representa mais do que a ocupação de uma suplência. Segundo ele, a escolha significa o reconhecimento da luta dos povos indígenas e de outras comunidades tradicionais.
Marcelo, que é de Tacaratu, no Sertão de Pernambuco, foi apresentado ao lado da primeira suplente, a ex-deputada estadual Dulci Amorim (PSD), durante evento na sede do PSD, no Recife.
“O que estamos fazendo aqui não é apenas uma suplência. É uma aliança e um reconhecimento de uma pauta que nosso futuro senador nunca deixou de defender: aqueles que mais precisam”, afirmou o cacique.
Marcelo também ampliou o significado de sua presença na chapa para outros grupos tradicionais do estado.
“É também o reconhecimento dos povos indígenas, dos povos de terreiro e dos quilombolas. Poucos tiveram a coragem de abrir esse espaço e reconhecer essa luta. Se Túlio fizer um chamado ao meu povo, estaremos sempre ao lado dele”, declarou.
Avante destaca representação indígena
O vice-presidente estadual do Avante, deputado federal Waldemar Oliveira, também destacou a escolha de Marcelo durante o evento. Ao comentar a composição, ele chamou atenção para a presença indígena na política nacional e, particularmente, para a representação no Senado.
“Temos lá na Câmara mulheres indígenas, mas no Senado eu não lembro. Acho que não temos”, afirmou Waldemar.
O dirigente partidário disse ainda estar satisfeito com a composição formada por Túlio, Dulci e Marcelo. “Estou muito feliz com essa chapa. Acho que foi uma chapa muito bem escolhida”, disse.
Waldemar também ressaltou a proximidade política de Túlio com o Avante, apesar de o candidato ao Senado atualmente estar filiado ao PSD.
“Ele está no PSD, mas eu digo o tempo todo que ele está no PSD, mas ele é Avante. Ajudou demais aí a chapa do Avante estadual e federal. A gente é muito grato a ele”, afirmou.
Túlio afirmou que Marcelo e Dulci deverão participar da construção política da candidatura e das pautas que pretende levar ao Senado. Entre os temas citados pelo candidato estão educação, meio ambiente, desenvolvimento sustentável e justiça social.










