Da Redação do Blog – Mesmo após a Operação Vassalos, da Polícia Federal, atingir nomes praticamente toda a família Coelho, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), fez questão de elogiar publicamente o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil). A declaração foi dada nesta sexta-feira (6), durante entrevista coletiva na inauguração da primeira etapa do Parque Linear do Rio Pina, na Vila Icapuí.
Questionado sobre o caso, João Campos evitou fazer qualquer julgamento e afirmou que mantém respeito pelo ex-prefeito sertanejo. “Miguel Coelho é um grande nome. Eu não tenho nenhuma dúvida de que Miguel é uma pessoa preparada, foi um grande prefeito de Petrolina, tem capacidade política, de gestão, é presidente de um grande partido e tem o meu respeito”, disse.
O prefeito também destacou que não acredita em pré-julgamentos na política. “Se a gente pré-julga qualquer pessoa ou qualquer ato, corre o risco de cometer uma injustiça”, completou.

A fala ocorre poucos dias depois da deflagração da Operação Vassalos, que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e seus filhos, Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil). Primo de Miguel, Carlos Alberto Coelho teve mais de R$ 1 milhão apreendidos pela PF, dentro um carro blindado.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpriu 42 mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, o núcleo político investigado teria direcionado recursos de emendas e termos de execução descentralizada para Petrolina e para a Codevasf. O esquema movimentou mais de 300 milhões de reais.
Como o blog noticiou, aliados de Miguel Coelho suspeitavam que operação da PF tenha tido aval de João Campos junto ao STF e esperavam desde o último dia 25 um aceno do prefeito do Recife. A família acredita que Campos, com a interlocução que tem junto ao Supremo, poderia ter avalizado a operação junto ao ministro Flávio Dino, com o objetivo de se “livrar” do incômodo de ter que fechar sua chapa majoritária.
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