Por Lauro Jardim, de O Globo – A construtora Moura Dubeux contratou a Kroll para descobrir por que o grupo João Santos, que está em recuperação judicial, aceitou uma proposta R$ 14 milhões menor do que a sua pelo último grande terreno à beira-mar de Recife.
A Moura Dubeux ofereceu R$ 185 milhões pelo imóvel, mas os administradores do grupo optaram por uma proposta de R$ 171 milhões da construtora Rio Ave, pernambucana como a Moura Dubeux.
O terreno ocupa um quarteirão inteiro e abriga o prédio onde funcionou o Cassino Americano, inaugurado em 1944 por Eleanor Roosevelt, então primeira-dama dos EUA. Ambas as construtoras pretendem usar a área para apartamentos de alto padrão e estimam que o potencial de negócios chegará a R$ 1 bilhão.
A Moura Dubeux chegou a recorrer à Justiça para impedir a venda, alegando que faltou transparência no processo e que a venda deveria ter sido feita por meio de oferta pública e melhor preço. O TJ de Pernambuco expediu uma liminar suspendendo a transferência do imóvel em 3 de março, mas cassou essa mesma decisão no final do mesmo mês.











