Por Lauro Jardim, do O Globo – A definição de quem será o candidato da federação entre União Brasil e PP ao Senado em Pernambuco na chapa de Raquel Lyra (PSD) colocou em lados opostos os presidentes dos dois partidos, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.
A executiva estadual da federação União Progressista se reuniu nesta segunda-feira e escolheu — por maioria, mas não por unanimidade — o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente do diretório do PP em Pernambuco, como pré-candidato ao posto. Dudu, como é conhecido, disputa a indicação com Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina (PE), dirigente estadual do União Brasil.
Ciro Nogueira logo divulgou uma nota afirmando que, como copresidente nacional da federação, “referendou integralmente” as deliberações no estado e que a decisão ratificou a indicação.
Escreveu o senador:
“O referendo da copresidência nacional reforça a legitimidade das decisões adotadas pela direção estadual da Federação, em consonância com seu Estatuto e com as normas que regem a organização partidária”.
Rueda, por sua vez, declarou que “não há nenhuma decisão” sobre escolha de candidaturas majoritárias em Pernambuco, e creditou a informação á direção nacional da federação.
Afirmou o presidente do União Brasil:
“O processo segue em discussão, com pré-candidaturas ao Senado Federal colocadas e o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. Qualquer encaminhamento adotado em âmbito local, que não seja unânime entre as duas legendas (PP e União), não produzirá nenhum efeito perante a Executiva Nacional da Federação União Progressista, a quem cabe decidir”.
Diante do impasse, Miguel Coelho, que tem acompanhado Raquel Lyra em diversas agendas de pré-campanha pelo estado, acredita que a governadora será a fiel da balança — uma vez que ela não tem a mesma proximidade com Dudu da Fonte.












