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Opinião: Witzel (re)abriu as portas do governo para a corrupção

Witzel deu espaço a um sócio declarado da velha política fluminense, que fez fortuna nos governos Pezão e Cabral, um notório investigado. Não há como lavar as mãos

Ricardo Antunes Por Ricardo Antunes
21/05/2020 - 17:01
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Por Jornal GGN – Wilson Witzel se faz de surpreso sempre que o assunto é Mário Peixoto e suas empresas com contratos milionários com o governo estadual. Mas neste quebra-cabeça, pela régua da Lava Jato, Witzel é peça central.

 

Foi Witzel quem reinseriu Peixoto e suas empresas na lista de fornecedores do governo estadual. O empresário foi preso na semana passada e é investigado pela Lava Jato (operação “Favorito”) por suspeita de formação de organização criminosa, cartel e fraude a licitações.

De acordo com G1, apenas uma das empresas ligadas a Peixoto, a Atrio Rio Service – que mudou de nome, virou Gaia – conseguiu no governo Witzel um total de 9 contratos. Somente em 2020, a Atrio recebeu 129 milhões de reais do Estado.

Investigado há anos, Peixoto teve contratos com o Rio prejudicados. Mas o cenário mudou quando Witzel foi eleito e decidiu remover o embargo por conta própria, num movimento que expõe, no mínimo, um conflito de interesses.

Mário Peixoto era empresário influente no governo de Sérgio Cabral — Foto: Reprodução

O governador, o empresário e o secretário

Desde que abandonou a carreira de juiz para virar político, Witzel é sócio do jovem advogado Lucas Tristão. E Tristão, em plena eleição de 2018, começou a advogar para a Atrio Rio (em ação contra o Estado) e se aproximou de Peixoto. Virou, então, o elo visível entre o empresário investigado e Witzel.

Quando a relação veio à tona, a Atrio Rio ainda estava em nome de duas empresas, sendo que uma delas pertencia ao filho de Peixoto.

Eleito, Witzel deu cargo de secretário de Desenvolvimento Social ao sócio Lucas Tristão. Afirmou à imprensa que ele iria “se desvincular dos escritórios e de todas as suas funções profissionais”, mas parece que Tristão jamais se desvinculou do antigo cliente, Peixoto.

Em plena pandemia de coronavírus, Tristão foi almoçar com Peixoto e seu filho. Cobrado pela conduta do secretário, Witzel respondeu que não controla a vida pessoal de Tristão, da mesma forma que não domina os detalhes das empresas que prestam serviço ao Estado.

No meio do tiroteio da Lava Jato, Witzel admitiu que analisou os processos e constatou que Peixoto – o cliente de seu antigo sócio – não teve direito à ampla defesa antes de ter contratos suspensos junto à administração pública. Assim, decidiu lhe dar a oportunidade de se defender em nome do princípio do contraditório.
Em qualquer entrevista que envolva a Lava Jato, Witzel agora se faz vítima de uma Justiça lenta e de um sistema corrupto que nasceu antes dele.

Demitiu o secretário de Saúde quando os jornais e o Ministério Público começaram a questionar se houve favorecimento a empresas de Peixoto com contratações emergenciais por conta do coronavírus. Anunciou que a Corregedoria-geral do Estado passaria um pente fino nos contratos considerados suspeitos – como se tivesse conhecido os problemas de Peixoto ontem.

Desde 2014 se sabe que Peixoto e suas empresas “tinham R$ 480 milhões em contratos, alguns sem licitação e quase todos com aditivos (70%)” com o governo do Rio, escreveu o Globo.

Segundo o UOL, Peixoto possui mais de R$ 1 bilhão negociados com o governo desde 2007 e é citado em delação premiada por ter pago propina a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.

Desde o começo do mandato, até antes, a imprensa narra a influência de Peixoto junto a Witzel. O empresário disputou com Pastor Everaldo, presidente do PSC, nomeações em cargos estratégicos do governo Witzel.

Peixoto tem como padrinhos de casamento Jorge Picciani e Paulo Melo, alvos da Lava Jato no Rio. Witzel, um ex-juiz que apareceu na eleição como outsider, surfou na onda bolsonarista e bebeu do discurso anticorrupção, levou consigo para o Palácio Guanabara um sócio declarado da velha política fluminense, que fez fortuna nos governos Pezão e Cabral. Um notório investigado, como fora informado pelo senador Romário em um debate eleitoral. Não há como lavar as mãos.

Tags: corrupçãoPSCRio de Janeiro
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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