Por André Beltrão – O ex-vereador do Recife e presidente municipal do PT, Osmar Ricardo, reagiu às críticas após ter assinado o pedido de CPI contra o prefeito João Campos (PSB). Ele foi o 13º parlamentar a apoiar a comissão, número mínimo para que o vereador Thiago Medina (PL) protocolasse a proposta na Câmara.
Em nota, Osmar afirmou que não houve incoerência em sua posição e negou qualquer alinhamento com o bolsonarismo. O petista argumenta que a CPI do chamado “Fura-Fila” seria o espaço adequado para esclarecer a suposta alteração administrativa no resultado de um concurso público após a homologação. Ele também resgatou declarações antigas de João Campos, quando o prefeito teria acusado o PT de ser formado majoritariamente por “bandidos”.
Leia a nota
A alegada alteração do resultado do concurso no Recife teria ocorrido de forma aberta, por decisão administrativa, após a homologação do concurso.
A situação ganhou contornos ainda mais sensíveis diante da coincidência institucional envolvendo a anulação de investigações de corrupção relacionadas à Prefeitura e vínculos familiares do candidato beneficiado com integrantes do sistema de controle e com a amplitude da repercussão nacional.
O meu voto acompanha o da vereadora Jô Cavalcanti do PSOL, da vereadora Flávia de Nadegi do PV e da Federação Brasil da Esperança, vereadoras progressistas e que estão alinhadas ao campo de esquerda.
Sendo assim, é completamente infundada a tentativa de vincular a CPI ao bolsonarismo.
Meu recente posicionamento sobre assinar a nomeada CPI do Fura-Fila fundamenta-se na minha militância política sindical e no meu compromisso, como vereador eleito por seis vezes, com o povo da cidade do Recife. Minha adesão à CPI foi uma resposta às cobranças dos servidores, que consideraram o ato do prefeito João Campos um atentado ao serviço público.
Não há, nem houve, incoerência na minha atitude.
Convém ressaltar que a CPI seria o momento fundamental para que as explicações necessárias para resolver esse problema fossem apresentadas e que os verdadeiros envolvidos nos fatos fossem identificados. E, assim, as cobranças da sociedade sanassem definitivamente.
A política não é feita olhando no retrovisor. Assim foi que João Campos e o PSB reconheceram como equivocadas suas declarações pretéritas, acusando o PT de ser formado na sua maioria por bandidos, e seu posicionamento no impeachment da presidente Dilma, levando a uma reaproximação com o Partido dos Trabalhadores.
Mesmo assim, no último pleito eleitoral, o prefeito João Campos e o PSB não demonstraram confiança no PT, para garantir a presença do partido na vice. No entanto, os gestos recentes não podem se sobrepor ao compromisso central da minha vida pública que sempre foi marchar na luta sindical com os servidores e servidoras da Prefeitura do Recife e defender um serviço público idôneo e de qualidade para o povo recifense.
Dado que agora estou desprovido do cargo de vereador, meu único compromisso é defender o povo do Recife, a dignidade e a melhoria das condições de trabalho dos servidores e servidoras municipais da minha cidade, e trabalhar incansavelmente para garantir a reeleição do Presidente Lula, do Senador Humberto Costa e a ampliação das nossas bancadas de deputadas e deputados estaduais e federais para continuar com o projeto de transformação da vida da classe trabalhadora brasileira.
Osmar Ricardo
Ex-vereador da Cidade do Recife
Presidente do SINDSEPRE












